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Produtos orgânicos contribuem para a inovação da agricultura nacional


Brasil tem 24,6 mil produtores registrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos


Com procura crescente nos pontos de venda, os produtos orgânicos estão roubando a cena no cardápio do brasileiro. Mercados, feiras, lojas especializadas, restaurantes, hotéis, residências e até sites de e-commerce registram aumento da procura por produtos livres de agrotóxicos.

 

Para atender à demanda dos orgânicos, o trabalhador do campo precisa se certificar de que está com todas as etapas de cultivo em pleno desenvolvimento. Os pontos de verificação vão da mão de obra até os equipamentos usados na produção. Dentre eles estão os arados agrícolas, as colheitadeiras e as semeadeiras.

 

É claro que investir em equipamentos, como perfurador de solo e plantadeiras, exige disposição e uma boa reserva. No entanto, tudo indica que algumas aquisições podem valer a pena no resultado final. A Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis) registra um crescimento de quase 30% na comercialização em 2020 e um faturamento de R$5,8 bilhões. Esse resultado se reverte em avanços para a economia.

 

É nesse contexto que os mais de 24,6 mil produtores registrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos buscam incrementar a produção com mais qualidade e sustentabilidade. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria 52, que atende a solicitações de produtores e técnicos rurais. O texto pontua atualizações ao regulamento técnico e às listas de substâncias e práticas permitidas para uso nos sistemas orgânicos de produção.

 

“É uma questão de saúde e de ideias de consumo sustentável voltados à segurança alimentar e ao bem-estar dos animais e dos agentes produtores”, frisa o presidente da Câmara Temática de Agricultura Orgânica do Mapa, Luiz Carlos Demattê Filho.

 

Entre as mudanças estão o incremento na caracterização da unidade de produção orgânica, alterações nas regras específicas para a produção animal e para a extração de mel e a inclusão de substâncias passíveis de utilização, como dessecantes em sistemas orgânicos.

 

“A expectativa de impacto positivo no desenvolvimento da produção orgânica brasileira é grande devido à adequação à atualidade, com linguagem mais clara, incorporação de novas substâncias e práticas às listas positivas, ampliando as opções tecnológicas à disposição dos produtores e melhor adequação do texto aos princípios da produção orgânica”, diz a coordenadora de Produção Orgânica do Mapa, Virgínia Lira.

 

Fonte: Uai em 01/04/2021


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