logomarca

Biocombustível: Potencial na produção de Hidrogênio Verde é destacado pelo governo brasileiro

Com foco na descarbonização da matriz energética, o combustível renovável foi destacado como uma das alternativas na transição energética brasileira.


Na última semana, uma participação de especialistas brasileiros no primeiro congresso do hidrogênio na América Latina e Caribe reforçou o potencial brasileiro para a produção de hidrogênio verde, biocombustível gerado a partir de fontes renováveis.

 

O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço para esse tipo de produção, visto que possui um grande potencial na geração de biogás. Um exemplo desse potencial está na Usina de Itaipu, no Paraná, que por sua vez, conta com um parque tecnológico focado na pesquisa e desenvolvimento de hidrogênio como fonte de energia desde 2011.

 

Além dela, outras iniciativas também foram desenvolvidas ao longo do tempo como é o caso “Hub de hidrogênio verde”, projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Complexo do Pecém (CIPP S/A), Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e o Governo do Ceará.

 

De acordo com a secretária-executiva da Indústria do Governo do Ceará, Roseane Medeiros, o projeto visa fortalecer a cadeia de produção do biocombustível no estado e já conta com investimentos privados orçados em 5,4 bilhões de dólares.

 

O uso do Hidrogênio para a Descarbonização

 

O Ministro de Minas e Energia (MME), Bento Alburquerque, deu seu parecer sobre o potencial brasileiro de hidrogênio verde durante esse evento.

 

Em discussão com ministros de energia do Chile, Colombia, Costa Rica e Uruguai, o ministro brasileiro destacou que o país está hoje bem posicionado nesse tipo de produção tanto no que diz respeito à produção interna e também para exportação. Alburquerque destacou ainda que uma resolução referente às diretrizes do Programa Nacional de Hidrogênio será apresentada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda em abril.

Todo o potencial segundo o ministro visa contribuir com a descabonização das matrizes energéticas no país.

 

União de Recursos Energéticos e Tecnologias podem ter a flexibilidade como chave do sucesso

 

A produção de hidrogênio tem sido um passo importante também na mobilidade zero carbono. O uso do biocombustível tem sido cada vez mais estudado e colocado em prática em veículos de frota de modo a reduzir drasticamente as emissões de CO2 na atmosfera.

 

Um relatório apresentado pela Itaipu em 2019 mostra que o conhecimento técnico-científico para a nacionalização de peças e componentes do eletrolisador permitiu a continuidade das atividades de pesquisa e desenvolvimento para a fabricação do equipamento no Brasil, o que favoreceu tanto a mobilidade elétrica como outras fontes renováveis também.

 

“Essas iniciativas somaram-se a outros estudos realizados no ano, referentes à combustão de hidrogênio e metano para aplicação em motores veiculares e de geração de energia, além de um sistema de iluminação híbrido, envolvendo fontes fotovoltaicas, baterias e células a combustível, desenvolvido em parceria com o PTI-PY e a Universidade Privada Del Este (UPE)” explica o relatório.

 

Já para a união de recursos energéticos e tecnologias foi pontuada pela chefe da Assessoria Especial em Assuntos Regulatórios do MME, Agnes da Costa como chave de abordagem a flexibilidade. Para a especialista o leque de opções de aplicação do hidrogênio faz dele um produto de alto potencial e que inclusive permite a descarbonização de diversos setores.

 

“Observamos uma demanda potencial para hidrogênio nos setores de energia e transporte, biocombustíveis, indústria de fertilizantes, química e siderúrgica, e para exportações. Esse potencial será melhor avaliado por meio do Programa Nacional de Hidrogênio, com previsão de lançamento este ano” reforçou ela.

 

Fonte: Canal Move em 20/04/2021

Etiquetas (Categorias - tags)

Leia Mais: