As atividades de escavação e aterros provocarão a incidência de poeira, que poderá afetar a saúde da população. Há também um risco de aumento de picadas de cobras, expulsas de seu habitat natural
BRASÍLIA - Vários problemas de saúde acompanharão as obras de transposição das águas do rio São Francisco, segundo o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do governo. Haverá um aumento da população e do tráfego de veículos, o que elevará o risco de acidentes e atropelamentos.
As atividades de escavação e aterros provocarão a incidência de poeira, que poderá afetar a saúde da população. Há também um risco de aumento de picadas de cobras, expulsas de seu habitat natural.
Com o aumento da oferta de água durante a implantação do projeto, serão formados muitos açudes, e os rios da região terão mais volume, o que pode facilitar o desenvolvimento de organismos como bactérias e planctôns.
Isso, segundo o relatório, poderá causar doenças nos seres humanos. Outro fator de preocupação é possibilidade de aumento nos casos de esquistossomose, malária, filariose, febre amarela e dengue.
Os insetos que transmitem estas doenças precisam de locais de acumulação de água, parada ou em movimento, para reprodução. Segundo o relatório, os canais, reservatórios e açudes são locais propícios à sua proliferação.
São previstos também o aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, fruto do contato entre operários e comunidade local.
Além disso, é citado o risco de brigas e conflitos culturais. Para enfrentar este problemas, as medidas sugeridas são o acompanhamento da saúde dos 5 000 operários e campanhas de esclarecimento.
Com tudo isso, a infra-estrutura das cidades próximas será afetada e demandará mais investimentos em saneamento e saúde.
22:38 19/09
Vladimir Netto, repórter iG em Brasília (vladimir.netto@ig.com.br)
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