Coordenador do Greenpeace considera projeto bom tecnicamente mas alerta para seu caráter político
Mesmo quando os açudes estão cheios, prossegue o racionamento de água do rio São Francisco para as populações do entorno e a agricultura local.
Segundo o físico e coordenador da entidade ambiental Greenpeace, Délcio Rodrigues, o racionamento dos reservatórios deve-se ao temor da falta d´água na região. Por isso, ele considera o projeto de transposição do rio São Francisco interessante tecnicamente.
"O projeto visa colocar água onde há necessidade, utilizando-se dos leitos já existentes a céu aberto. A água seria lançada de uma bacia para outras menores, como forma de garantir o abastecimento", afirma Délcio.
Segundo ele, o maior risco ambiental é a possibilidade de salinização do solo. Conforme aumenta a irrigação para agricultura, a água retira os sais minerais do solo e os disponibiliza ao meio ambiente.
No entanto, ele reforça que mesmo não demandando uma quantidade excessiva de água, esse é um projeto político pois deve assegurar que a água irá chegar nas comunidades.
* 11:14 20/09, Heloisa Ribeiro, repórter iG em São Paulo (helorib@ig.com.br
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