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Agrotóxicos estão danificando os cérebros de abelhas bebê

A população de abelhas na Europa e nos Estados Unidos diminuiu 30% deste o último século – e o uso de agrotóxicos pela indústria da agropecuária é um dos responsáveis por esta queda.

 

De acordo com um novo estudo, assinado pelo Departamento de Ciências da Universidade Imperial de Londres, os pesticidas afetam especialmente o cérebro das abelhas bebês, diminuindo suas expectativas de vida. A contaminação chega até elas por meio de abelhas adultas, que colhem alimentos ‘no mundo dos humanos’ e levam para alimentá-las.

 

Segundo o Dr. Richard Gill, responsável pelos agudo, as abelhas podem estar sendo afetadas até mesmo antes de nascerem ainda no útero de outra abelha que consumiu agrotóxicos. Quando estes filhotes sobrevivem e chegam a vida adulta, suas capacidades de aprendizado são fortemente diminuídas e elas podem não produzir tanto quanto seus antepassados.

 

A perda de abelhas bebês pode colaborar para a diminuição da saúde do meio ambiente e potencialmente impactar a mesma indústria que as inverna: da alimentação.

 

No Brasil, 500 milhões de abelhas morreram apenas nos quatro primeiros meses de 2019. Todas foram vítimas de agrotóxicos. Sendo o maior produtor apícola do país, grande parte do meio bilhão de abelhas mortas aconteceu no Rio Grande Sul (cerca de 400 milhões), seguida por Santa Catarina (cerca de 50 milhões), Mato Grosso do Sul (cerca de 45 milhões) e São Paulo (cerca de 7 milhões). Segundo relatos de produtores, o envenenamento foi fulminante: a partir dos primeiros sintomas de intoxicação, as abelhas já foram encontradas mortas.

 

Fonte: Hypeness

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