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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 312 - 18 de agosto de 2006

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Duas multinacionais do setor agropecuário se uniram para incentivar o produtor gaúcho a cultivar a soja não-transgênica. A Solae Company, resultado da parceria entre a Bunge e a DuPont, está oferecendo um conjunto de vantagens ao produtor que aderir ao seu programa de produção de soja convencional. Entre as vantagens está o pagamento de 8% de prêmio sobre o valor pago à soja transgênica, que a empresa chama de “não-segregada”.

O sistema se assemelha à integração feita em outras cadeias produtiva, como a de frango ou a de fumo. O produtor tem garantia de venda, e seu produto segue para a mesma empresa que lhe forneceu a orientação técnica para cultivo, os insumos e, muitas vezes, o próprio empréstimo para aquisição do pacote.

Na Feira Nacional da Soja - Fenasoja, realizada em maio deste ano no Rio Grande do Sul, foram anunciados os vencedores do concurso realizado para eleger o pé de soja com o maior número de grãos. Entre os cinco primeiros colocados estavam três orgânicos (1o, 2o e 4o) e dois convencionais. Nenhum transgênico. A menor produtividades da soja transgênica, somada à sua menor resistência a períodos de seca, à não-redução do uso de herbicidas e aos custos de royalties compõem a receita para que produtores gaúchos migrem de volta para a soja convencional. Como o estado não se mexeu para garantir as condições para a produção de soja não-transgênica, entre elas, regras para não-contaminação, medidas de segregação e oferta de sementes não-transgênicas, a iniciativa privada viu aí a oportunidade de bom negócio e saiu na frente. Agora o produtor pode escolher com qual dos pacotes quer ficar.
 
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Um dia antes de encerrar seu mandato como presidente do Peru, Alejandro Toledo vetou no dia 27 de julho a lei de biotecnolgia aprovada pelo Congresso peruano. A Lei Geral de Desenvolvimento da Biotecnologia Moderna no Peru declarava como sendo “de prioridade nacional o desenvolvimento da biotecnologia moderna e de suas aplicações como fatores fundamentais para a inovação tecnológica, a competitividade, o desenvolvimento econômico sustentável e o bem-estar da população”.

Em sua exposição de motivos para o veto, Toledo reafirma as definições sobre matéria patenteável e critérios para proteção intelectual já estabelecidas pela Comunidade Andina e julga ser impertinente ampliar o âmbito de ação das patentes e abrir exceções sobre o tema em uma lei que não trata especificamente do assunto. Entre seus argumentos também figura o desacordo com a criação de uma Comissão Interministerial de Biotecnologia, que teria como missão “harmonizar as políticas setoriais dentro do âmbito geral da biotecnologia”. Para Toledo, além de preocupações sobre recursos para manter a Comissão, deve ser garantida “a não duplicidade de funções, como pode estar acontecendo com o tema da biossegurança”. De qualquer forma, o assunto não foi encerrado: resta saber se o Congresso tentará derrubar o veto e como se posicionará o novo governo sobre o assunto.


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Neste número:

1.
CTNBio aprova projetos de pesquisa com OGMs
2.
Livre de transgênico
3. Monsanto acelera as pesquisas e espera novas licenças no país
4.
Monsanto adquire líder global em sementes de algodão [e sementes terminator]
5.
Sementes ilegais vêm da Argentina
6.
Grama modificada escapa para a natureza
7. Fetag critica limitação de financiamento para soja transgênica
8. Brasil, EUA, Paraguai e Argentina promovem o consumo de soja
9. Agrotóxicos são encontrados em refrigerantes na Índia
10. Conservante presente em embutidos causa mutação
11.
Greenpeace alerta para o perigo da contaminação do milho

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

O verdadeiro sabor do morango

Dicas sobre fonte de informação
Salva-vidas de chumbo, por Eduardo Galeano
Os advogados dos transgênicos afirmam que não está provado que prejudiquem a saúde humana. Em todo caso, também não está provado que não a prejudiquem. E já que são assim tão inofensivos, por que os fabricantes de soja transgênica se negam a esclarecer, nas embalagens, que vendem o que vendem? A etiqueta de soja transgênica não seria sua melhor publicidade?
http://www.aspta.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=224&sid=8&tpl

Arrogancia e impunidad - Coca-Cola en India, por Amit Srivastava
Coca-cola e Pepsi continuam comercializando na Índia suas bebidas com altos níveis de pesticidas - três anos depois de o governo confirmar que estes produtos eram perigosos.
http://www.ecoportal.net/content/view/full/62063

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1. CTNBio aprova projetos de pesquisa com OGMs
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, ontem, 42 projetos de pesquisa para avaliar, em campo, a segurança de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Contudo, voltou a deixar claro que sua estrutura é incompatível com decisões efetivas sobre os transgênicos. Integrantes do grupo pediram mais informações sobre cinco pedidos. E outros 20 ficaram para depois.
Correio do Povo, 17/08/2006.

2. Livre de transgênico
A Caramuru Alimentos lança a Ekvit, primeira bebida da sua nova marca de alimentos à base de soja livre de transgênicos. A linha reflete a estratégia da empresa de investir em produtos de maior valor agregado. A aposta é tamanha que o plano é construir uma fábrica especialmente para esse tipo de produto.
Gazeta Mercantil, 14/08/2006.

3. Monsanto acelera as pesquisas e espera novas licenças no país
Enquanto espera uma atuação mais ativa pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a multinacional americana Monsanto acelera pesquisas de campo já autorizadas pelo órgão, com vistas ao lançamento mundial de sementes transgênicas de milho e soja a partir de 2010. O governo estuda novo decreto da Lei de Biossegurança para alterar exigências de quorum mínimo da CTNBio para aprovação comercial de transgênicos. “Espero que haja uma previsibilidade maior por parte do governo, para estimular novos investimentos no país”, afirmou Geraldo Berger, gerente de biotecnologia da Monsanto. Berger disse que a empresa possui junto à CTNBio uma vasta lista de pedidos de autorização para testes de campo, que inclui variedades de milho, algodão e soja resistentes a herbicidas e tolerantes a insetos. A maioria já é adotada comercialmente em outros países. A empresa aguarda ainda a liberação comercial de uma variedade de milho Bt (resistente a insetos) e variedades de algodão e milho resistentes ao herbicida glifosato. Das pesquisas realizadas no Brasil, parte dos estudos já foram concluídos e apresentados em Saint Luis, nos EUA, para avançar no processo de liberação comercial naquele país. Entre as variedades testadas estão uma soja enriquecida com ômega-3, soja tolerante ao herbicida Dicamba, milho resistente à seca e milho com alto teor de lisina. Também foram testados híbridos de milho que produzem mais etanol. Os testes também foram realizados na Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia e México.
Valor Econômico, 15/08/2006.

4. Monsanto adquire líder global em sementes de algodão [e sementes terminator]
A multinacional Monsanto, com sede em Saint Louis (EUA), anunciou ontem a assinatura de acordo para aquisição da também americana Delta & Pine Company por US$ 1,5 bilhão em dinheiro. Se aprovada a compra pelos órgãos regulatórios dos EUA, a Monsanto se tornará líder mundial também no segmento de sementes de algodão. A empresa já lidera o mercado de sementes de hortaliças por meio da Seminis, adquirida em 2005, e tem forte atuação nas áreas de sementes de soja e milho. Conforme comunicado, o acordo foi aprovado pelas diretorias das duas empresas, mas também espera o aval dos acionistas da Delta & Pine. Lori Fisher, porta-voz da Monsanto, disse ao Valor que a múlti está disposta a se desfazer da Stoneville - sua divisão de sementes de algodão nos EUA - para concluir a aquisição. A Stoneville tem participação de mercado de cerca de 10% no país. A Delta & Pine, por sua vez, detém 52% de participação no mercado americano de sementes de algodão. A Monsanto quer evitar um novo veto à aquisição pelo governo americano. Em 1998, a companhia tentou comprar a concorrente por US$ 1,9 bilhão, mas o negócio foi cancelado pelo Departamento de Justiça dos EUA no ano seguinte. Naquela época, somente a Delta & Pine detinha 80% do mercado de sementes de algodão. A Monsanto alega que havia menos competidores no mercado. Hoje, estima-se que existam 1,5 mil empresas de sementes no mundo, que juntas movimentam em torno de US$ 30 bilhões por ano. A competição no mercado global de sementes tem se intensificado, principalmente com o avanço da demanda por sementes transgênicas por países da Ásia, que fazem a colheita manual de algodão e lutam para reduzir o uso de agroquímicos no campo. Em maio, a própria Monsanto comprou o negócio de sementes de algodão da Syngenta Seeds e, no mês passado, comprou licença para uso de germoplasmas da concorrente Pioneer, da americana DuPont. A alemã Bayer, que detém entre 20% e 30% do mercado americano de sementes de algodão, também ampliou as vendas neste segmento. Lori Fisher afirmou, ainda, que a empresa não descarta a possibilidade de outras aquisições no mercado internacional. “Neste exato momento, estamos focados nesse potencial de expansão do portfólio de negócios”, afirmou. A aquisição não deve trazer grandes mudanças ao mercado brasileiro de sementes, visto que o setor continuará controlado por multinacionais, na avaliação de Ivo Carraro, diretor de pesquisa da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). No Brasil, a Delta & Pine detém entre 25% e 30% do segmento de sementes de algodão. A Monsanto não quis informar sua participação de mercado. Em 2005, no segmento de sementes de milho, a empresa detinha 10% do mercado.
Valor Econômico, 16/08/2006.
N.E.: Saiba mais sobre o assunto e sobre as possíveis consequências desta fusão em
http://www.etcgroup.org/search.asp?slice=recent

5. Sementes ilegais vêm da Argentina
O Ministério da Agricultura identificou que dos 845,3 mil hectares cultivados com algodão na safra 2005/06 no Brasil, pelo menos 18,02 mil foram semeados com sementes transgênicas RR, ou seja, variedade não autorizada. A área representa apenas 2,13% do total, mas, considerando que o ministério vistoriou apenas 160,34 mil hectares em todo o Brasil - 19% do total - e que o cultivo é ilegal, a área é considerada elevada por muitos analistas e entidades contrárias aos transgênicos.
O avanço irregular do algodão transgênico no Brasil é uma resposta do setor agrícola à demora do governo em resolver a questão. A exemplo da soja geneticamente modificada, que foi contrabandeada da Argentina e liberada apenas em 2002 por pressão dos produtores, o algodão segue o mesmo caminho. Agricultores do Mato Grosso dizem que não têm dificuldades em trazer as sementes ilegais da Argentina, dentro das próprias bagagens, e cultivá-las irregularmente no Brasil. “Não somos favoráveis ao cultivo de sementes piratas, mas já pedimos à CTNBio que priorize a liberação das variedades comerciais”, afirma Ywao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).
Folha de Londrina, 16/08/2006.

6. Grama modificada escapa para a natureza
O governo dos EUA diz ter detectado pequenas quantidades de uma gramínea transgênica fora de seus canteiros experimentais no noroeste do país. A grama modificada foi criada para resistir a herbicidas, o que gera a preocupação de que ela possa passar o traço a parentes selvagens.
Folha de S. Paulo, 17/08/2006.
Leia mais sobre o assunto em The New York Times:
http://www.nytimes.com/2006/08/16/science/16grass.html?_r=1

7. Fetag critica limitação de financiamento para soja transgênica
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Ezídio Pinheiro, afirmou nesta terça, dia 15, que o plantio de soja ficará prejudicado se o Ministério da Agricultura impedir o financiamento da lavoura cultivada com sementes próprias (armazenadas pelos produtores de uma safra para outra) de soja transgênica.
Conforme dados do dirigente, 95% dos produtores gaúchos se valem de sementes próprias para o plantio e buscam junto ao crédito oficial os recursos necessários para a implementação da lavoura, como aquisição de insumos. Pinheiro destacou que o impasse acarreta uma forte polêmica exatamente no momento em que estão sendo feitos os contratos de financiamento.
O atraso na liberação dos recursos faz com que os trabalhadores gaúchos fiquem apreensivos  observa.
A Fetag/RS reúne nesta quarta, dia 16, os 26 integrantes de sua diretoria para fazer uma avaliação do momento. Caso o governo não mude sua política, Pinheiro afirma que os agricultores realizarão protestos a partir do dia 26 de agosto, data do começo da Expointer, em Esteio.
Menos de 10% dos agricultores no Rio Grande do Sul poderão ter acesso a linhas de crédito. O restante está fadado à falência  diz Pinheiro, destacando que o endividamento fora do banco é outro motivo que poderá engrossar ainda mais as mobilizações.
Entre os motivos que dificultam a liberação de crédito oficial para lavouras cultivadas com sementes transgênicas armazenadas de um ano para o outro estão questões relacionadas ao pagamento de royalties à empresa detentora da tecnologia de modificação genética (no caso da soja Roundup Ready, resistente ao herbicida glifosato, a Monsanto), além da inadequação das variedades ao clima e solo das regiões brasileiras, uma vez que as sementes não foram desenvolvidas para utilização no Brasil.
http://www.agrol.com.br, 15/08/2006.

8. Brasil, EUA, Paraguai e Argentina promovem o consumo de soja
Estados Unidos, Argentina e Paraguai podem fechar parceria para abertura conjunta do mercado mundial de soja convencional, transgênica e orgânica. “A idéia é promover o aumento do consumo de soja. Na hora de vender, interessa que haja comprador para todos os exportadores. Se brigamos para vender soja mais barata, vamos acabar no prejuízo”, explica o vice-diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja-MT), Ricardo Arioli Silva.
Foram os Estados Unidos, maior exportador mundial de soja, que apresentaram a proposta de atuação conjunta aos demais países. “Os americanos investem no marketing internacional da soja há 50 anos”, diz Silva. Segundo o diretor da Aprosoja, o orçamento anual dos Estados Unidos para essa finalidade varia de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões.
Apenas na Índia, mercado considerado muito promissor pela expectativa de ultrapassar a China em população até 2040, os aportes americanos chegam a US$ 1 milhão por ano para a promoção do consumo de soja. A promoção é feita por meio de especialistas que incentivam, por exemplo, o uso do farelo pelas fábricas de ração como alternativa viável a outros sub-produtos. “Atualmente, a Índia exporta soja para os países vizinhos e importa pequena quantidade de farelo do Brasil e de óleo da Argentina”, diz. Proporcionalmente, o consumo de farelo na Índia é 12 vezes menor que o da China.
Representantes do Brasil, da Argentina e do Paraguai participaram, recentemente, da reunião de planejamento estratégico de 2008 do Conselho de Exportação de Soja dos Estados Unidos da América (Ussec). “Estamos dando os primeiros passos para a promoção conjunta da soja”, afirma o representante da Aprosoja. O próximo encontro será na Índia, em setembro. Os quatro países ainda não firmaram convênio nem definiram os moldes da parceria.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que, na safra 2006/07, as exportações americanas de soja em grão sejam de 29,67 milhões de toneladas, as brasileiras, 25,4 milhões de toneladas e as argentinas, 7,8 milhões de toneladas.
Gazeta Mercantil, 18/08/2006.

9. Agrotóxicos são encontrados em refrigerantes na Índia
O Centro para as Ciências e o Meio Ambiente da Índia (CSE) afirmou hoje que voltou a encontrar resíduos de pesticidas em refrigerantes da Coca-Cola e da Pepsi de 25 Estados da Índia, três anos depois de ter acontecido o mesmo, informou a rede de televisão Zeenews.
De acordo com o relatório redigido por um laboratório da ONG indiana, os refrigerantes da Pepsi contêm uma quantidade de pesticidas 30 vezes maior que a encontrada em 2003, enquanto os de Coca-Cola apresentam uma quantidade 27 vezes maior que da vez passada.
O CSE sustenta que, apesar da enorme indignação popular gerada por este fato há três anos, a decisão de aumentar os padrões sanitários para a indústria dos refrigerantes foi impedida por poderosos interesses no Governo.
Por exemplo, os níveis de algumas amostras, como os de uma embalagem de Coca-Cola comprada na cidade de Calcutá, excederam em 140 vezes o nível permitido do pesticida Lindane e em outro fabricado em Thane, em Mumbai, foi encontrada a neurotoxina Chlorpyrifos em um nível 200 vezes superior ao permitido.
EFE,02/08/2006.

10. Conservante presente em embutidos causa mutação
Os cachorros-quentes ficam mais suculentos graças a um composto cancerígeno capaz de induzir mutações genéticas, diz uma pesquisa americana.
Um estudo de cinco anos feito no centro médico da universidade de Nebraska, nos EUA, concluiu que um conservante adicionado às lingüiças e salsichas causa alterações no DNA de bactérias e, depois de reações metabólicas, forma outro composto químico associado ao aumento das chances de câncer de cólon.
- Estudos anteriores indicaram que as nitrosaminas são capazes de causar câncer em animais - conta Sidney Mirvish, químico responsável pela descoberta. - Verificamos que o nitrato de potássio reage com outras substâncias e forma essas nitrosaminas.
O nitrato de potássio é adicionado às carnes para impedir o apodrecimento e realçar a cor e o sabor. O pesquisador diz que, depois da invenção dos refrigeradores, não há porque abusar da conservação química dos alimentos.
- Carne é um bom alimento e não devemos deixar de comê-la - diz Mirvish. - Mas, com geladeiras em casa, não precisamos desse conservante.
Os pesquisadores compraram salsichas em supermercados e extraíram o conservante. Depois da purificação do material, simularam as reações que acontecem no intestino humano. Ao injetar a mistura em salmonelas, gênero de bactéria causador de febre tifóide, os cientistas perceberam que as mutações genéticas aconteciam de duas a quatro vezes mais facilmente. Em células humanas, uma situação semelhante contribuiria para aumentar as chances de câncer.
Os resultados foram publicados no Journal of Agricultural and Food Chemistrv.
Jornal do Brasil, 16/08/2006.

11. Greenpeace alerta para o perigo da contaminação do milho
Para alertar sobre os riscos do milho transgênico, o Greenpeace enviou esta semana à CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) o relatório “Coexistência Impossível”, mostrando que a contaminação causada pelo milho transgênico na Espanha causou grandes prejuízos para os agricultores. A CTNBio, que tem sido pressionada para autorizar a comercialização de milho transgênico, está discutindo a liberação de campos experimentais de plantas transgênicas e cinco pedidos de liberação para plantio e comercialização do milho - sendo dois da suíça Syngenta, dois da norte-americana Monsanto e um da alemã Bayer.
Greenpeace, 15/08/2006.
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/?conteudo_id=2889

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
O verdadeiro sabor do morango
“Adoro morango, mas depois que soube da quantidade de agrotóxico presente na fruta, parei de comer. Anos depois, provei um morango orgânico e senti o verdadeiro gosto, bem docinho” conta a fonoaudióloga Ignez Lopes de Carvalho, do Rio de Janeiro.
O morangueiro recebe cerca de 45 pulverizações com agrotóxicos quando cultivado de maneira tradicional, segundo Moacir Roberto Darolt, engenheiro agrônomo e pesquisador Instituto Agronômico do Paraná. Por esse motivo, está na lista negra dos alimentos campeões de resíduos químicos.
Quando cultivados de forma natural, os morangos são adubados com materiais orgânicos e minerais. A planta fica mais saudável e protegida contra pragas e doenças.
Quem consome alimentos com resíduos de agrotóxicos pode apresentar - a médio e longo prazo - problemas hepáticos (cirroses) e distúrbios do sistema nervoso central.
“Depende da quantidade acumulada e do organismo da pessoa, mas no caso do morango o risco é maior, pois não é possível retirar a casca e o aspecto da fruta (pequenos furos) dificulta a limpeza e facilita a retenção do produto químico” alerta Darolt.
Benefícios para a saúde
Segunda a nutricionista Renata Alves, de São Paulo, o morango é uma excelente fonte de vitamina C (antioxidante) e também de cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio (que colabora para regulação da pressão arterial).
Quem consome a fruta ganha resistência frente às infecções e pode evitar alguns tipos de câncer, além de estimular diversas funções do metabolismo.
“As quantidades de bioflavonóides, assim como de vitaminas e minerais são maiores em alimentos cultivados de forma orgânica, pois não recebem interferência na sua maturação e na resistência da planta” explica a nutricionista.
Além de todas essas vantagens, apresenta baixíssimas calorias: cada oito morangos contêm cerca de 40 calorias. Portanto, vale a pena incluí-lo em sua dieta!
Curiosidades e dicas
Guarde os morangos na geladeira e só lave antes de servir, pois a água prejudica sua conservação. Alguns produtos anti-rugas e tônicos de pele são feitos por substâncias extraídas do morango.A parte comestível é, na verdade, resultado do inchaço dos talos da planta. As sementinhas amarelas, que ficam incrustadas no morango, são os verdadeiros frutos. Um truque ensinado pelo engenheiro agrônomo: coloque um morango com agrotóxico numa embalagem fechada e deixe-o ali por duas semanas. O resultado é uma mistura mal-cheirosa e escura. Se você fizer o mesmo com um morango orgânico, terá coloração clara e odor avinagrado.
Vila Orgânica, 12/06/2006.


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Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos

Este Boletim é produzido pela AS-PTA Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa [Tel.: (21) 2253-8317 / E-mail: [email protected] ]

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