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Boletim 123, Por um Brasil Livre de Transgênicos

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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 123 - 26 de julho de 2002

[email protected] [email protected],

As entidades da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos têm o prazer de convidá-los a participar do debate "Por um Brasil Ecológico, sem Transgênicos e sem Agrotóxicos", que será aberto ao público se realizará às 19:30 h do dia 1º de agosto, próxima quinta-feira, no Auditório Odílio Costa Filho - Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ*, durante a programação do Encontro Nacional de Agroecologia (ENA).

Farão parte da mesa de debate, Jean Marc von der Weid, coordenador do Programa de Políticas Públicas da AS-PTA, Marilena Lazzarini, coordenadora executiva do IDEC (ambos coordenadores da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos), Liszt Benjamin Vieira, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Rio de Janeiro, e Adélia Schmitz, dirigente da Articulação Nacional das Mulheres Trabalhadoras Rurais. Adriano Campolina, coordenador de Campanhas da ActionAid Brasil (e também da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos) presidirá a mesa.

Contamos com sua presença!

* Local: Auditório Odílio Costa Filho - Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ.
Campus da UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524 - bairro Maracanã, Rio de Janeiro RJ.

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Neste número:

1. Russos vetam frango americano por ser alimentado com ração transgênica
2. RS propõe comissão para discutir safra
3. Sementes de algodão Bt queimadas na Índia
4. Monsanto tem perda no semestre
Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Honduras, Guatemala e Nicarágua: avanços no cultivo em montanhas

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1. Russos vetam frango americano por ser alimentado com ração transgênica
A partir de 1º de agosto a Federação Russa pode vetar o desembarque de carne de frango dos EUA nos portos do país. A decisão pode favorecer as exportações paranaenses. O veto russo está fundamentado na exigência de certificado sanitário que restringe carne de aves alimentadas com produtos transgênicos.
fontes da Federação da Agricultura (FAEP) dizem que esta é uma indicação segura de que o Paraná deve se manter livre dos produtos geneticamente modificados. "O Paraná está no caminho certo", comentou o assessor de pecuária da entidade, Alexandre Jacewicz. Segundo ele, há um mercado seguro e diferenciado de produtos convencionais de consumo. (...)
O Brasil este ano exportou cerca de 70 mil toneladas de aves para os países da Federação Russa (US$ 42 milhões). O Paraná participou com 30% da movimentação. Recentemente, a Secretaria de Agricultura do estado promoveu uma série de quatro fóruns regionais para orientar os produtores de soja e milho a preservar suas lavouras convencionais como um diferencial competitivo.
Gazeta do Paraná, 23/08/02.

2. RS propõe comissão para discutir safra
O governo do estado (do RS) quer compor um grupo de trabalho, com representantes da cadeia produtiva de soja e milho, para discutir estratégias de produção e comercialização na safra 2002/2003.
O objetivo é conscientizar os produtores sobre os riscos do plantio de transgênicos, ilegal no país. A proposta foi apresentada ontem pelo diretor geral da Secretaria da Agricultura, Carlos Guedes de Guedes, a representantes de mais de 20 entidades, em reunião da Divisão de Agribusiness da Federação das Associações Comerciais (Federasul).
A idéia é definir uma política comum que permita ao Estado eliminar dificuldades para a entrada dos produtos gaúchos nos mercados, disse Guedes.
Guedes citou como proposta a regulamentação da rotulagem de transgênicos, controle da entrada de sementes e criação de uma campanha educativa para desestimular o plantio clandestino. O vice-presidente da Federasul, Antônio Sartori, manifestou preocupação com a disponibilidade de sementes certificadas para a área de soja na próxima safra, de 3,3 milhões de hectares. O representante da Associação dos Produtores de Sementes, Antônio Loureiro da Silva, disse que a produção atual é suficiente para 1 milhão de hectares.
Zero Hora ,19/07/02.

3. Sementes de algodão Bt queimadas na Índia
Em 17 de junho, ativistas da Associação de Produtores do Estado de Karnatak (KRRS) e do Exército Verde (Green Army) invadiram uma loja que vendia sementes de algodão Bt, perto de Chamaraj, e puseram fogo nas sementes.
Entre os ativistas estavam o presidente do Distrito de Raitha Sangha, Kuruva Ganesh, o Secretário Manjunath e outras pessoas de renome. Segundo os ativistas, o cultivo de algodão Bt coloca uma série de riscos aos agricultores. Eles já tinham avisado o governo que se as sementes Bt fossem colocadas à venda, seriam destruídas imediatamente.
Karnataka State Farmer's Association, 18/06/02.

4. Monsanto tem perda no semestre
A queda das vendas do herbicida Roundup nos EUA, em razão de problemas climáticos no país, e o fraco desempenho das operações na América Latina, principalmente na Argentina e no Brasil, derrubaram os resultados da americana Monsanto no primeiro semestre. (...)
A Monsanto dividiu seus resultados em duas divisões: "Agricultural Productivity" (Produtividade Agrícola) e "Seeds and Genomics" (Sementes e Genômica). Na primeira as vendas caíram 16,7% de janeiro a julho deste ano, para US$ 2 bilhões; na segunda, o recuo foi de 11,7%, para US$ 826 milhões no período. (...)
Valor Econômico, 24/07/02.

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Honduras, Guatemala e Nicarágua: avanços no cultivo em montanhas
Cerca de 45.000 famílias de Honduras, Guatemala e Nicarágua se beneficiaram da adoção da agricultura sustentável. Os agricultores usam adubação verde, plantios de cobertura, faixas de contorno com capim, plantio em nível, muretas de pedras para conter erosão e adubo animal, que são utilizados de acordo com experimentos de ajustes às condições locais. Estes programas regeneraram as economias locais. Dentro das áreas dos projetos, os preços pagos pela terra e pelo trabalho são mais altos e as famílias têm se mudado de volta das capitais para o interior. As florestas também se beneficiaram. Os agricultores dizem que não precisam mais cortar as florestas, já que têm as tecnologias para produzir sempre no mesmo pedaço de terra. Por toda a América Central, várias ONGs têm promovido o uso de leguminosas, especialmente mucuna (Mucuna pruriens), como adubação verde, uma forma barata de adubo orgânico para repor matéria orgânica ao solo e, conseqüentemente, aumentar sua fertilidade. Aproveitando os escritórios da rede “agricultor-a-agricultor” de geração e difusão de tecnologias, como o movimento campesino a campesino, da Nicarágua, o uso conservacionista do solo tem se espalhado rapidamente e proporcionado aumentos no rendimento das colheitas de 400-600 kg/ha para 2.000-2.500 kg/ha.
Roland Bunch. Honduras, Guatemala and Nicaragua: Hillside improvement. In PRETTY, Jules e HINE, Rachel. Reducing food poverty with sustainable agriculture: a summary of new evidence. Colchester/UK: University of Essex, 2001, p.114.

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A Campanha "Por um Brasil livre de transgênicos" é composta pelas seguintes Organizações Não Governamentais (ONGs): AS-PTA (coord.), ACTIONAID BRASIL (coord.), ESPLAR (coord.), IDEC (coord.), INESC (coord.), GREENPEACE , CECIP, CE-IPÊ, e FASE.

Este Boletim é produzido pela AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa

=> Acesse a Cartilha "POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS" via Internet

http://www.syntonia.com/textos/textosnatural/textosagricultura/apostilatransgenicos

=> Para acessar os números anteriores Boletim clique em:

http://www.dataterra.org.br/Boletins/boletim_aspta.htm

ou

http://www.uol.com.br/idec/campanhas/boletim.htm

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