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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 435 - 03 de abril de 2009

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A AS-PTA, numa parceria com a Agência Pulsar, está inaugurando um boletim de rádio com o objetivo de ampliar a disseminação de informações sobre os transgênicos e contribuir para a democratização do acesso a informações qualificadas sobre o tema.

O material é de livre uso e circulação, podendo ser distribuído e veiculado em rádios comunitárias, estudantis, sindicais ou outras.

Os programaes, de duração média de 5 minutos, estarão disponíveis quinzenalmente no site da AS-PTA e no site da Agência Pulsar: www.brasil.agenciapulsar.org.

No endereço http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=4335 já está disponível a primeira reportagem em áudio, sobre a audiência pública que debateu a liberação do arroz transgênico da Bayer no Brasil.

Ouça e divulgue! Comentários e sugestões serão bem-vindos.

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Em entrevista publicada em 01/04 no site do Instituto Humanitas Unisinos, o agrônomo da AS-PTA Gabriel Fernandes fala sobre os problemas do arroz transgênico da Bayer que está na pauta de liberações comerciais da CTNBio, comenta a audiência pública realizada para discutir esta liberação, evidencia graves falhas nos processos de análise de risco conduzidos pela Comissão e aponta os desafios políticos envolvendo o futuro da agricultura e da nossa alimentação.

Confira abaixo a íntegra da entrevista (também disponível em http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_entrevistas&Itemid=29&task=entrevista&id=20787):


IHU On-Line Como o senhor percebe o debate em torno da liberação de arroz transgênico, principalmente a postura defendida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) nesse sentido?

Gabriel Fernandes A maior parte dos membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por princípio que a engenharia genética é segura. Assim, seria de se esperar que o arroz transgênico também fosse liberado. Acontece que a audiência pública realizada na semana passada, em Brasília, mostrou que até a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que defendem os transgênicos se posicionaram oficialmente contrárias à liberação do arroz modificado. É de se esperar agora que a CTNBio fique menos à vontade para liberar o produto.

IHU On-Line O arroz modificado desenvolvido pela transnacional Bayer é resistente ao glufosinato de amônio, herbicida proibido em vários países. Qual é sua opinião sobre esse tipo de arroz? A resistência ao glufosinato de amônio quer dizer que há o que inserido no genoma do produto?

Gabriel Fernandes Se aprovado, este produto iria introduzir resíduos de mais um agrotóxico em nossa alimentação no caso em nosso arroz e feijão de todos os dias , já que o glufosinato não é aplicado na cultura do arroz. O que precisamos na verdade são de técnicas de manejo que reduzam e eliminem o uso de venenos, e não de genes que tornem as plantas resistentes aos agrotóxicos. As empresas têm nas sementes transgênicas um meio de ampliar seu mercado de venenos, tanto é que três de cada quatro hectares plantados no mundo com transgênicos são de plantas que foram geneticamente modificadas para resistir à aplicação de herbicidas. É preciso lembrar que as seis maiores multinacionais da agroquímica são também as seis maiores sementeiras do mundo e que juntas controlam metade do mercado global de sementes. No caso do arroz da Bayer, foram inseridos genes que imitam genes encontrados em uma bactéria nativa dos solos, que é tolerante ao glufosinato de amônio.

IHU On-Line Na Europa, o glufosinato de amônio foi considerado carcinogênico, mutagênico e tóxico a reprodução. Além disso, a substância é apresentada como de risco aos mamíferos. Diante dessas informações, como compreender a aceitação do Brasil desses produtos?

Gabriel Fernandes Há vários exemplos de produtos banidos em outros países, às vezes nas sedes das próprias empresas, mas que continuam sendo vendidos em países em desenvolvimento. As instituições alegam que fazem isso porque as legislações desses países permitem. Mas há uma diferença entre o limite ético e o limite permitido, como bem analisou o jornalista Wilson da Costa Bueno em artigo recente disponível aqui.

Hoje, no Brasil, há um grande embate jurídico das empresas de agrotóxicos apoiadas pelo Ministério da Agricultura contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que quer reavaliar a toxicidade dos produtos que estão no mercado. Há muitos interesses em jogo.

IHU On-Line Por que no Brasil a liberação de produtos transgênicos ocorre sem a constatação de segurança?

Gabriel Fernandes Uma nova lei de biossegurança foi criada para que isso pudesse ocorrer. A fórmula usada foi dotar a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (Ministério de Ciência e Tecnologia) de superpoderes. Lá estão doutores que usam de sua posição acadêmica para chancelar os dados apresentados pelas empresas. Há contestação feita dentro da CTNBio, mas os argumentos técnicos são sempre vencidos no voto. Quando o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Anvisa contestaram a CTNBio, acionando os ministros do Conselho Nacional de Biossegurança, ouviram como resposta da ministra Dilma Roussef que era para não incomodarem a Comissão. A partir de então, a CTNBio vem liberando um transgênico atrás do outro.

IHU On-Line Que informações são cruciais do ponto de vista da biossegurança? Que aspectos a CNTBio deveria considerar antes de liberar produtos transgênicos?

Gabriel Fernandes O importante é ter estudos independentes que avaliem as plantas transgênicas nos ambientes onde elas serão cultivadas. Do ponto de vista ambiental, deve-se mapear as relações ecológicas da planta com os ecossistemas e avaliar como a modificação irá afetar essas relações. No que se refere à saúde, deve-se alimentar animais de diferentes idades por algumas gerações e por períodos significativos. É necessário usar os grãos obtidos diretamente da planta transgênica, simulando condições reais de consumo. Muitas vezes, realizam apenas ensaios de laboratório com proteínas sintéticas que se presume serem iguais as que a planta transgênica irá produzir. Esse método desconsidera a forma como a planta reage a cada ambiente, e também ignora resultados imprevisíveis resultantes da modificação genética, que podem fazer com que o resultado final seja diferente do esperado.

IHU On-Line A soja e o milho transgênico contaminam outras lavouras. No caso do arroz geneticamente modificado, quais são os maiores riscos ambientais?

Gabriel Fernandes A experiência mostra que não há como controlar os transgênicos depois que eles são liberados no meio ambiente. No caso do arroz, a contaminação irá afetar o arroz vermelho e potencialmente outros parentes silvestres que ocorrem no território brasileiro. A audiência pública deixou explícito que, caso liberado, o arroz transgênico irá contaminar o vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da Bayer. Pior, como já há muito arroz vermelho no Rio Grande do Sul resistente ao herbicida Only, da Basf (aplicado em um arroz modificado por mutação gênica), o risco é ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que seria um desastre para os produtores, como alertou o pesquisador da Embrapa que participou da audiência.

IHU On-Line Empresas que produzem transgênicos dizem que as plantas Bt, como o milho liberado no Brasil, são resistentes a insetos. Por outro lado, pesquisadores explicam que essas são plantas inseticidas, pois tem um inseticida inserido no seu genoma. Ao ingerir esses alimentos, quais são os riscos para a saúde humana?

Gabriel Fernandes O argumento usado é o de que a proteína inseticida presente na bactéria é segura e, portanto, sua versão sintetizada e introduzida na planta também o será. Isso é o que mais se ouve na CTNBio. Fosse isso, não seriam necessários estudos, e nem a própria Comissão. Essa visão desconsidera as imprecisões dos métodos empregados pela transgenia e o fato de que, junto com o gene de interesse, também são inseridos na planta genes de bactérias e vírus infecciosos. Isso porque o gene de interesse sozinho não teria efeito sobre a planta hospedeira. Para funcionar, ele precisa de alguns “aditivos”. As pesquisas independentes apontam para os potenciais impactos dessa combinação, como geração de novas proteínas alergênicas, desenvolvimento de resistência a antibióticos e, mais recentemente, de redução da fertilidade.

IHU On-Line Apenas na primeira safra, quase 60% do milho será transgênico. Nesse ritmo, corre-se o risco de acabar com as sementes tradicionais?

Gabriel Fernandes As estimativas não são certas e a indústria tende a exagerar nas cifras para dar a entender que a tendência é essa. De qualquer forma, a liberação do milho transgênico é alarmante e sua adoção pelos produtores está se dando de forma acelerada. O drama é que não se vê movimentos e organizações do campo mobilizados para esse enfrentamento. No caso da soja transgênica é evidente: o monopólio fala mais alto do que as vantagens tecnológicas da semente, ou seja, como não se acha mais semente convencional no mercado, prevalece a da Monsanto. Se nada for feito, acontecerá o mesmo com o milho, só que de forma mais acelerada.

IHU On-Line Com a invasão de transgênicos, que futuro podemos vislumbrar para o Brasil nos próximos anos?

Gabriel Fernandes A questão é saber quem controlará a produção de alimentos: meia dúzia de multinacionais ou milhões de agricultores? O desafio é político e envolve massificar a agricultura familiar e garantir seu acesso à terra, água e biodiversidade. O projeto das empresas é o oposto, de privatização e exploração monopólica dos recursos naturais. Para reverter essa tendência, as políticas púbicas deveriam ser redirecionadas para fortalecer a sustentabilidade e autonomia da produção familiar. Infelizmente não é isso o que temos visto.

IHU On-Line Que novos produtos devem ser alvos da transgenia?

Gabriel Fernandes Em breve, cana-de-açúcar e o eucalipto transgênicos estarão predominando a pauta de liberações da CTNBio e efetivarão a convergência dos transgênicos com os agrocombustíveis.

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Nota explicativa: em virtude de problemas técnicos com a distribuição de emails, nenhuma edição deste boletim foi publicada na última semana.

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Neste número:

1. Paraná: Soja convencional vale R$ 2,30 mais e soja transgênica recua
2. Agricultores americanos tentam voltar para a soja convencional
3. FDA aprova primeiro animal transgênico farmacêutico

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

Produção orgânica de milho em Guaraciaba - SC

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1. Paraná: Soja convencional vale R$ 2,30 mais e soja transgênica recua

Grandes responsáveis pela disseminação do plantio de soja transgênica no Estado, as grandes cooperativas paranaenses estão tendo de pagar em 2009 prêmio de até R$ 2,30 por saca de soja de 60 kg para atender clientes, principalmente europeus e asiáticos, que não aceitam soja geneticamente modificada. A maior cooperativa do País, a Coamo, de Campo Mourão (PR) está pagando R$ 2,00 a mais por saca de soja convencional na atual safra, segundo informou seu presidente, José Aroldo Galassini. No ano passado, das 2,4 milhões de toneladas que a cooperativa movimentou, 900 mil toneladas foram do produto livre de transgenia.

“Nós temos de atender clientes europeus que usam soja para alimentação e não querem o produto modificado. Este prêmio é formado por estes contratos que exigem a soja convencional. Do total, 40% ficam com a cooperativa e 60% vão para o produtor”, conta Galassini. “Fazemos isso há vários anos, mas antes o prêmio era menor, variava de R$ 1,00 a R$ 1,40”, acrescenta. Segundo ele, o sobre preço é formado nos contratos e a cooperativa fica com uma parte “pelos investimentos que faz para segregar o produto, principalmente em novos armazéns”.

Da mesma forma que a Coamo, a Cocamar e a Integrada, além de outras grandes cooperativas como a C.Vale, a Copacol e a Cocari também fazem a segregação dos grãos para atender clientes específicos. (...)

Segundo Silvio Krinski, da gerência técnica da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a soja convencional se transformou num nicho, mas ele é muito importante neste momento do mercado. “O que está ocorrendo é que a soja transgênica está perdendo seu grande atrativo que é o menor custo de produção. Com o prêmio que está sendo pago e a elevação que houve no preço do glifosato os custos praticamente empataram”, conta ele. Depois, há regiões no Paraná como no Centro-Sul do estado onde as variedades transgênicas são bem menos produtivas que a convencional.

Todo esse quadro está fazendo com que no Paraná o produto transgênico não deslanche e, inclusive, perca espaço. Segundo levantamento da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), para a safra 2008/09, já houve menor demanda por soja transgênica. De um total de 4,07 milhões de sacas de sementes disponíveis no mercado, 56% eram de semente convencional e 44% de transgênica [contra os 48% de semente convencional e 52% de transgênica na safra anterior].

Fonte:
Gazeta Mercantil,18/03/2009.

2. Agricultores americanos tentam voltar para a soja convencional

Pela primeira vez desde 1996, cai a área plantada com soja transgênica nos EUA, com mais agricultores decidindo plantar soja não transgênica. O cultivo da soja modificada atingiu seu ápice em 2008, alcançando 92% da produção do país.

Representantes de associações de produtores de soja, universidades e compradores de grãos relatam que a demanda por sementes de soja convencional está aumentando, o que deverá aumentar a área plantada para 10%.

Os motivos do recente interesse pela soja convencional incluem o preço baixo da commodity, prêmios atrativos pelo produto não transgênico e preços da semente transgênica só aumentando.

Segundo Grover Shannon, melhorista genético de soja do Delta Research Center, da Universidade de Missouri, “o sistema Roundup Ready já não é tão barato como antes”. O preço da saca de semente de soja transgênica Roundup Ready, da Monsanto, aumentou de 35 para 50 dólares, enquanto o galão do herbicida Roundup aumentou de 15 para 50 dólares. “Muitos agricultores estão bravos com a Monsanto”, disse Shannon.

O aumento dos problemas com ervas espontâneas que se tornaram resistentes ao Roundup (glifosato) também é motivo de preocupação para os agricultores. “Eles estão usando mais herbicidas, o que representa um aumento nos custos de produção”, disse Bill Schapaugh, melhorista de soja da Universidade de Kansas.

O desafio das sementes

Mas o mercado de soja convencional está diante de um grande desafio. Muitas empresas de sementes focaram seus trabalhos apenas em variedades transgênicas e eliminaram as sementes convencionais de suas linhas de produção ao longo dos últimos anos. As sementeiras estão empurrando as sementes transgênicas, de modo que as sementes convencionais estão cada vez menos disponíveis, tanto em diversidade de opções, como em quantidade.

Segundo Shannon, a indústria de sementes prefere vender sementes transgênicas devido à taxa de tecnologia (royalty) e à exigência de que os agricultores comprem sementes todos os anos (agricultores normalmente podem produzir suas próprias sementes a partir de variedades convencionais). “Os distribuidores de sementes não querem voltar a vender sementes não transgênicas. Eles querem vender sementes todo ano; é mais lucrativo”.

Contudo, boas variedades de sementes de soja não transgênica estão começando a ser disponibilizadas por algumas empresas nos EUA e no Canadá e por várias universidades americanas.

Adaptado de:
The Organic & Non-GMO Report, Março de 2009.
http://www.non-gmoreport.com/articles/mar09/farmers_planting_non-gmo_soybeans.php

3. FDA aprova primeiro animal transgênico farmacêutico

A agência do governo americano responsável pela regulamentação de alimentos e medicamentos (FDA, em inglês) aprovou em fevereiro a comercialização de um medicamento produzido a partir de um animal geneticamente modificado, além da comercialização do animal em si. Embora a agência tivesse previamente assegurado que ofereceria oportunidade para a participação pública nos processos de aprovação de animais transgênicos, a aprovação foi concedida sem qualquer participação da sociedade.

O animal em questão é uma cabra modificada para produzir leite contendo uma proteína humana capaz de evitar a formação de coágulos no sangue. Uma empresa de Massachusetts está criando um rebanho destas cabras transgênicas para produzir a proteína.

No processo de aprovação do FDA não houve qualquer discussão acerca da segurança ou das implicações éticas da aprovação, assim como não foram desenvolvidas regras para garantir que as cabras e o seu leite não contaminem o suprimento alimentar. (...)

Fonte:
FEED - Food & Environment Electronic Digest - Março de 2009.

Mais informações sobre a aprovação da cabra transgênica em artigo do The New York Times, em inglês, em:
http://www.nytimes.com/2009/02/07/business/07goatdrug.html?_r=1&ref=washington

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura

Produção orgânica de milho em Guaraciaba - SC

O agricultor Orlando Glaas, ex-presidente da Associação de Desenvolvimento da Microbacia (ADM) Lajeado Ouro Verde, de Guaraciaba - SC, desenvolveu em sua propriedade pesquisa participativa visando avaliar a produção orgânica de variedades de milho, com apoio do projeto Microbacias 2, da Epagri local e do Núcleo de Estudos em Agrobiodiversidade (NeaBio) da Universidade Federal de Santa Catarina, sendo orientado em todas as etapas pelo técnico agrícola e facilitador das ADMs Lajeado Ouro e Rio Flores, Adriano Canci.

“Esse milho é tão bom que não precisaria nem produzir espiga. Bastaria apenas os talos para se perceber a grande economia para o agricultor”, relata o agricultor satisfeito com a produção média de 80 sacas por hectare das variedades Fortuna da Epagri, MPA1 e Amarelão “Schmitz”. “O meu vizinho que usou 7 sacos de adubo e 8 de uréia no seu milho de alta tecnologia teve que pedir Proagro (o seguro agrícola), tendo prejuízo de R$2 mil, pois as plantas ficaram sapecadas de tanto adubo”, contou Orlando, que aplicou só adubação orgânica com esterco de aves no plantio, fez duas capinas no começo e comemora a beleza das espigas.

O extensionista da Epagri de Guaraciaba, engenheiro agrônomo Clístenes Antônio Guadagnin, lembra que a produção de grãos, na safra 2008/2009, foi muito prejudicada pela estiagem ocorrida na região oeste no final do ano passado. “Os próprios agricultores ficaram surpresos ao verificar que as lavouras conduzidas apenas com adubação orgânica e variedades de polinização aberta proporcionaram uma produção maior que as desenvolvidas com tecnologia convencional”, revelou Guadagnin.

No manejo do solo e das lavouras, tradicionalmente se utiliza excesso de insumos como adubos e agrotóxicos, o que acaba resultando, além do prejuízo econômico, em fortes impactos ambientais como a contaminação das águas e degradação dos solos, o que muitas vezes conduz ao êxodo rural. As ações desenvolvidas no projeto Microbacias 2 e também com os trabalhos de pesquisa, extensão e aprendizagem participativa permitem o esclarecimento das famílias agricultoras, que acabam percebendo que a produção orgânica é altamente vantajosa em relação à agricultura convencional, ainda hoje praticada pela maioria dos agricultores. “Aos poucos estes também vão modificando seus hábitos”, espera Guadagnin.

Fonte:
Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), 09/03/2009.
http://www.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=337:producao-organica-de-milho-em-guaraciaba&catid=34:noticias-epagri&Itemid=51

Mais informações: Eng. Agrônomo Clístenes Antônio Guadagnin/SEM/MB2/ Epagri de Guaraciaba, no telefone: (49) 3645-0249.

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Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos

Este Boletim é produzido pela AS-PTA Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa e é de livre reprodução e circulação, desde que citada a AS-PTA como fonte.

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