O desaparecimento das abelhas melíferas
Geral by denise
mar.12, 2010

Segundo a Soil Association

(www.soilassociation.org), nos últimos anos, houve

um declínio maciço no número de abelhas pelo mundo

inteiro.

No Reino Unido, os proprietários de colmeias

relataram que perderam uma a cada tres colônias de

abelhas. Em 2007, Lord Rooker (ministro do DEFRA),

disse "Se nada for feito a respeito, a população

de abelhas do Reino Unido desaparecerá em dez

anos".

Isto pode trazer sérias consequências para a

segurança alimentar mundial e acarretará um imenso

impacto econômico negativo. A morte das abelhas

melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde

do planeta corre perigo. As abelhas são os mais

importantes agentes polinizadores e tem uma função

vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço

do alimento humano dependa da polinização das

abelhas.

Por que a população de abelhas está declinando?

Esta é uma pergunta que vale milhões de dólares em

pesquisa em vários países, mas ainda não tem uma

resposta definitiva. A maior suspeita recai sobre

um novo grupo de inseticidas, os neonicotinoides,

que foram usados inicialmente nos medos da década

de 1990 – exatamente a época em que começou o

desaparecimento da maioria das abelhas melíferas.

Este pesticida foi banido em diversos países da

Europa (França, Alemanha, Itália e Eslovênia), em

consequência desse desaparecimento, pois as

evidências contra ele são muito fortes. O Reino

Unido ainda não o retirou do mercado, onde cerca

de um terço das colônias de abelhas desapareceu em

tres anos.

Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando

o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as

abelhas entram em contato com estes pesticidas

ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se

comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma

das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida

capacidade para remover venenos tóxicos em

comparação com os outros insetos, devido ao

elevado número de receptores neurológicos para os

neonicotinoides.

As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000

abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são

responsáveis pela alimentação da colônia. Quando

elas retornam para a colônia, elas executam uma

dança particular que comunica às outras abelhas a

direção de voo de acordo com o por do sol e a

distância a percorrer até o néctar. Outro

comportamento complexo das abelhas é a construção

do favo como uma hexagonal perfeita. Estas

habilidades são baseadas em comportamentos padrões

inatos e aprendidos que dependem da integridade do

sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial.

Portanto, a desordem neurológica na sinalização

das abelhas pelos neonicotinoides, provocará

desorientação.

Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a

habilidade de procurar comida e retornar para a

colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é

vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e

o enfraquecimento do sistema imunológico.

As abelhas não vivem sozinhas, elas vivem em

colônias, por isso a necessidade de saber as doses

letais de pesticida nas abelhas, individualmente,

pois uma desordem neurológica afetará toda a

colônia.

O Bach Centre, fundado pelo Dr. Edward Bach,

idealizador do fabuloso sistema floral de Bach,

contem muitas plantas que são usadas na confecção

das essências. Elas crescem semi-selvagens e junto

com outras com outras espécies florais selvagens

são uma boa fonte de alimento para as abelhas, mas

isso não é o suficiente para salvar as abelhas.

A jardineira do Bach Centre, Emma Broad, diz: "O

perigo para as abelhas é uma má notícia não só

para os apicultores e agricultores, mas também

para todos os que usam os florais de Bach".

Outra causa apontada para o desaparecimento das

abelhas melíferas, é o cultivo das plantas

transgênicas. Estudos feitos no Reino Unido

demonstraram que os poderosos pesticidas que as

plantas transgênicas suportam, causam danos à

terra. Eles constataram que havia menos abelhas e

borboletas nas plantas transgênicas.

No Brasil, apicultores gaúchos e catarinenses,

registraram perda de 25% na produção de mel.

Nos EUA e Canadá, em várias regiões, houve perdas

de 90% das colmeias. Na Califórnia, houve uma

redução de 30 a 60% no número de abelhas.

Na França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal,

Grécia, registrou-se uma redução de 25% na

população de abelhas.

Outra hipótese aventada relaciona-se com o

problema da radiação dos telefones celulares, que

podem interferir no sistema de navegação das

abelhas, provocando desorientação e o não retorno

à colmeia.

Pesquisa alemães apontam mudanças no comportamento

das abelhas na proximidade de linhas de

transmissão de alta tensão.

Tem-se dito que Albert Einstein disse que se as

abelhas desaparecessem, à humanidade só restariam

quatro anos, porque sem elas, não há polinização e

consequentemente não há alimentos. Estudos

científicos atuais estão comprovando essa

assertiva creditada à Einstein.

http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Jornal Naturo Verda

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