Expansão da cultura de milho para etanol aumenta a contaminação dos recursos hídricos

Os resultados do estudo, que avaliou a qualidade das fontes de água do estado de Indiana foram publicados na versão online do Journal of Environmental Engineering.

Impactos da produção de etanol de milho

Por Henrique Cortez - Pnuma

A expansão da área de cultivo de milho para produção de etanol, nos EUA, aumentou a carga de fertilizantes e agrotóxicos nos mananciais mais próximos e isto deve aumentar ainda mais, com mais hectares de plantação de milho, de acordo com os resultados de um estudo da Universidade Purdue. O estudo Water Quality Impacts of Corn Production to Meet Biofuel Demands avaliou a qualidade das fontes de água do estado de Indiana descobriu que a prática contínua de rotações de milho tinham níveis mais elevados de nitrogênio, fungicidas e fósforo do que as fontes próximas de culturas de milho em rotação com soja.

Os resultados do estudo, realizado por Indrajeet Chaubey, professor de engenharia agrícola e biológica e Engel Bernard, professor e chefe de engenharia agrícola e biológica da Universidade Purdue, foram publicados na versão online do Journal of Environmental Engineering. Nitrogênio e fungicidas, são intensamente utilizados nas culturas de soja e milho, aumentando os valores encontrados no solo de campos de cultura intensiva de milho. Além disto, a cultura intensiva, sem rotação, aumenta a erosão do solo e a perda de sedimentos, o que também aumenta a contaminação da água. O Departamento de Agricultura dos EUA relata que a área cultivada de milho, em razão do aumento de demanda de etanol, em 2007, cresceu para 93 milhões de hectares, um aumento de 12,1 milhões de hectares em relação ao ano anterior.

Fonte: Pnuma/EcoAgência em Terça-feira, 29 de Setembro de 2009


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