Miami proíbe o uso de herbicidas com glifosato

A cidade de Miami aprovou uma resolução que proíbe os vários departamentos da cidade, assim como os seus adjudicatários, de usarem herbicidas que contenham glifosato – incluindo o Roundup da Monsanto. A proibição entrou imediatamente em vigor e é movida por preocupações ambientais e de saúde pública.

“A interdição do uso de glifosato é um primeiro passo significativo para melhorarmos a qualidade da água. Também é importante para a saúde pública, visto que, desta forma, os cidadãos não ficarão expostos a produtos químicos prejudiciais”, declarou o grupo ambientalista Miami Waterkeeper.

“Os herbicidas e fertilizantes são frequentemente aplicados em excesso nos relvados e nas paisagens e podem (...) degradar a qualidade da água dos ribeiros, rios, canais, lagos e águas costeiras”, explicou o grupo. “Também podem contribuir para a criação de episódios de proliferação de algas nocivas e para a destruição de habitats de crítica importância, como as pradarias de ervas-marinhas e os recifes de coral.”

Ken Russell, Comissário de Miami, começou a investigar a utilização de pesticidas por parte da cidade, depois da maré vermelha (proliferação de algas tóxicas) que invadiu a costa do estado norte-americano da Florida no ano passado.

“Pedimos aos cidadãos que modifiquem os seus hábitos e que estejam conscientes do que põem nos seus jardins, mas, quando me apercebi de que a cidade utilizava [18 mil litros de herbicidas com glifosato por ano], tivemos de mudar os nossos hábitos”, contou ao jornal Miami New Times.

Miami junta-se assim a outras cidades da Florida que já tinham proibido o controverso herbicida, incluindo Stuart e Miami Beach. A Alemanha, a França e a Bélgica são alguns dos países que têm vindo a reduzir ou proibir o uso deste produto.

Em 2015, a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno”. Recentemente, um estudo concluiu que as pessoas que estão altamente expostas a herbicidas à base de glifosato têm um risco acrescido de 41% de contrair linfoma não-Hodgkin.

Fonte:Uniplanet em 20-03-2019

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