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Equador: Substância usada pela Colômbia em plantações causa danos genéticos

Quito, 18 dez (EFE).- A futura chanceler do Equador na Administração de Rafael Correa, María Fernanda Espinoza, assegurou hoje que há "centenas" de estudos que comprovam que o glifosato que a Colômbia aplica nas fumigações aéreas de plantações causa deformações genéticas.

"Há resultados de estudos novos, de grandes pesquisadores, cientistas equatorianos da Universidade Católica (privada) e da Universidade Central (estatal), que descobriram a alteração de células que conduzem, por exemplo, à má-formação de fetos", disse a futura ministra à televisão "Ecuavisa".

"Há centenas de estudos que comprovam a nocividade do glifosato, e não somente do glifosato mas também dos químicos que se associam a ele para torná-lo mais efetivo", assegurou Espinoza, que tomará posse em 15 de janeiro.

A futura ministra das Relações Exteriores disse que especialistas apresentaram provas que indicam que o uso da substância provoca deformações genéticas. "Estamos realmente preocupados com isto".

A Colômbia retomou na semana passada as fumigações aéreas sobre os cultivos de coca na região próxima à fronteira com o Equador, o que gerou mais tensão nas relações entre os dois países vizinhos.

Embora o presidente eleito, Rafael Correa, tenha anunciado que viajará esta semana à Colômbia e à Venezuela para atender convites dos presidentes Álvaro Uribe e Hugo Chávez, respectivamente, Espinoza deixou hoje em dúvida a ida a Bogotá.

"Estamos estudando a viagem do presidente Correa à Colômbia.

Tenho que falar com o presidente para analisar o desenvolvimento das relações diplomáticas com a Colômbia", disse.

Espinoza afirmou que a Colômbia "historicamente foi um país irmão, com as melhores relações. O tema da fronteira, deve-se reconhecer, é um tema crítico, mas a união histórica de irmandade com a Colômbia data de muitos anos antes".

"Por isso, queremos recuperar essa relação de irmandade, de colaboração, de cooperação com o irmão país do norte", afirmou.

A Colômbia tinha suspendido há quase um ano as fumigações, em uma faixa de dez quilômetros desde a fronteira com o Equador, a pedido do Governo de Quito. Os moradores da fronteira haviam denunciado os danos que estavam sofrendo como conseqüência do uso do herbicida.

A população assegura que o glifosato provoca danos à saúde, à de seus animais e também afeta as plantações de mandioca e banana, entre outros cultivos, mas Bogotá sustenta que o produto é inócuo.

Após sua vitória em 26 de novembro, Correa já viajou a Brasil, Bolívia, Peru, Chile e Argentina. Segundo Espinoza, Correa assegurou que deseja manter "as melhores relações com todos os países do continente".

Fonte:Notícias UOL, 18/12/2006 - 12h31

 

rodape

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