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Mensagens Enviadas em 30 de julho de 2000


Data
Origem:
Assunto: Trabalhadores morrem de fome
Trabalhadores rurais que moram em Poço Redondo, a poucos quilômetros do rio São Francisco, estão morrendo de fome e sede. Mais de 90% da plantação de feijão e milho está perdida. O gado, sem água e sem pastagem, não encontra mais condições para continuar vivendo. 

Desesperados, muitos sertanejos já não sabem mais para quem apelar. A maioria reclama que o governo estadual não criou qualquer programa para amenizar os efeitos da seca.

A situação não é mais grave porque o Exército ainda mantém normalmente a distribuição de água, através de carros-pipa. A região semi-árida de Sergipe, compreendida pelos municípios de Canindé do São Francisco, Carira, Cumbe, Pedra Mole, Canhoba, Pinhão, Feira Nova, Frei Paulo, Gararu, Itabi, Monte Alegre, Nossa Senhora Aparecida, Glória, Lourdes, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha, Propriá, Tobias Barreto e Poço Redondo é a mais castiga pela estiagem. 

Semi-árido é a região que apresenta menor índice de Precipitação Pluviométrica Acumulada (PPA), segundo dados do Centro de Pesquisas Espaciais de Sergipe (Cepes), órgão vinculado à Codise. “Em relação ao ano passado, este ano quase não caiu água em Poço Redondo”, atesta o produtor rural Elias Francisco dos Santos. A estiagem violenta de 2000, segundo ele, acabou com toda a plantação de milho, feijão e abóbora. “Agente não sabe o que fazer. A nossa situação é preocupante, pois a fome e a sede não têm hora para aparecer”, disse.

Plantação - Poço Redondo tem 75 povoados. Segundo dados dos próprios trabalhadores rurais, mais de 85% deles vivem em situação de calamidade pública. O mais grave de tudo é que alguns dos povoados estão localizados a poucos quilômetros do rio São Francisco. O trabalhador rural Antônio Félix Cruz é um dos exemplos marcantes da situação atípica. Ele mora a menos de três quilômetros do “Velho Chico”, no entanto, sem poder fazer nada, está vendo toda a plantação perdida e o gado morrendo de fome e sede.

“Não entendo porque as autoridades querem desviar a água do São Francisco para outros Estados. É incrível, mas a gente tem dificuldade de plantar por falta de água. Quase toda a plantação de feijão e milho foi perdida. Se for para esperar a chuva, em pouco tempo muita gente vai morrer de fome e sede”, disse Cruz. O trabalhador rural Manoel José da Silva revelou que tem dias em que não há comida. A mulher e quatro filhos passam por privações há quase dois anos. “A seca deste ano surgiu com uma violência muito grande. Praticamente não choveu em Poço Redondo e em outros municípios da região”, disse Silva..



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