Anúncio publicado pelo Soft Click

Mensagens Postada à Rede 


Mensagens Enviadas em 24 de julho de 2000

 
Data: Fri, 21 Jul 2000 11:10:35 -0300
 

Sugiro que este fazendeiro investigue uma possível falta de micro-elementos na dieta das vacas, já que micro-elementos são fundamentais na produção de hormônios; Sugiro que utilize um suplemento natural (MB_$ ou Skill) na alimentação que trate as pastagens com pó de pedra rica em em micro-elementos(MB-4ou o que encontre na região, balsato, até granito, ou melhor uma mistura de pós.)

Também sugiro que acrescente um elemento arbóreo nos pastos para que as arvpres tragam minerais do sob-solo e recicle estes para o sistema. Ele pode observar na sua região quais são as árvores que convivam bem com o pasto,deixando este até mais verde do que ao sol pleno. 

Pela alimentação descrita, e pela modernidade do tratamento provavelmente este fazendeiro esteja utilizando adubos químicos, que provocam um desequilíbrio nos micros no solo. 

 

 
Data:Sabado, July 22, 2000 5:37 PM 
Origem:Apasc
Assunto: Carta de Lutzenberger para Revista VEJA
Caro Amigos

Seria possível obter o texto " The Absurdily Modern Agriculture" citado pelo Lutzemberg, na carta à VEJA ?

Obrigado 

Paulo Mancini 

APASC- Associação para Proteção Ambiental de São Carlos
Rua Riachuelo, 931 Caixa Postal 596  CEP 13560-970 São Carlos- SP
Tel.: (0xx16) 274 2653
Visite nossa página www.apasc.org.br 


Data:  Franco A. Werlang
Origem: Friday, July 21, 2000 10:28 AM
Assunto: Carta de Lutzenberger para Revista VEJA
 

À

Direção da

Revista VEJA

Sr. Roberto Civita – Presidente e Editor

Sr. Tales Alvarenga – Diretor de Redação

Sr. Eurípedes Alcântara – Redator Chefe

 

Porto Alegre, 20 de Julho de 2000

Prezados Senhores:

 

A reportagem "O herói do foie gras", nº 24, de 14 de julho deste ano, é mais um exemplo, entre vários que venho constatando, que mostram que VEJA às vezes está ou muito mal informada ou muito mal intencionada.

Sua tentativa de ridicularizar José Bové, exuda sentimento anti-luta social. A luta de Bové nada tem a ver com anti-americanismo, é uma luta de cunho global contra a sistemática marginalização do camponês pela política agrícola de apoio às transnacionais. A globalização é apenas um dos últimos instrumentos desta política.

Não consigo crer que VEJA seja tão ignorante que não saiba distinguir entre camponês e fazendeiro e tão mal informada que não saiba que os subsídios agrícolas no Mercado Comum Europeu, nos EEUU e entre nós também, são para o agribusiness e as grandes monoculturas, apenas as últimas gotas chegam até o agricultor, quando chegam.

Até na "moderna" Alemanha, a renda per cápita, no que sobra de agricultura familiar, é a última na lista, inferior à do operário não especializado. Por isso, todos os anos, dezenas de milhares se vêem obrigados a abandonar.

No mundo inteiro, também aqui no RS, e, como pude verificar recentemente na China (que também se prepara para submeter-se à Organização Mundial do Comércio, WTO), aumenta o número de suicídios entre os camponeses.

Quanto ao "quixotesco" e "anti-americano" de Bové, ele é pessoa muito culta, estudou em Harvard, fala muito bom inglês e conta com forte apoio nos EEUU, onde a marginalização dos "farmers" (não confundir com fazendeiros) é uma das piores do mundo.

Dizer que Bové fica mais rico e os agricultores brasileiros mais pobres, se não for puro cinismo, é muita burrice. Em todo o mundo, o verdadeiro agricultor está cada dia mais próximo da falência. Era o caso de Bové, que se tornou camponês criador de ovelhas e produtor de queijo Roquefort, por escolha pessoal, poderia ter se tornado professor universitário.

Gostaria de saber porquê VEJA prefere dar apoio à tecnocracia transnacional, que quer se estruturar em poder global tecno-ditatorial, em vez de dar força ao cidadão.

Atenciosamente

José A. Lutzenberger

Em anexo, cópia do texto "The Absurdity of Modern Agriculture" e a tradução do mesmo para o português.

.


Página Anterior Inscreva-se na Rede webmaster <Próximo Dia

A Rede de Agricultura Sustentável é um serviço gratuito de Cristiano Cardoso Gomes, e contou com o apoio da Broederlijk Delen


Ya Banner Exchange