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Mensagens Enviadas em 01/08/2000

Quando:01/08/2000
Origem:João Suassuna
Assunto:SBPC/Pernambuco
 
Amigos da Agrisust.,
Estamos com texto novo no jornal da SBPC/PE. Confiram.

[ ]'s
João Suassuna

 
- TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO: alguns descaminhos. João Suassuna - Eng° Agrônomo e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco.

- ABIPTI comemora 20 anos discutindo a gestão dos institutos de pesquisa.

- UFRPE busca doutores para o Projeto Genoma

Atenciosamente
Aleixo

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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO: alguns descaminhos.

Ao admirarmos a beleza natural do Rio São Francisco, a primeira impressão que vem em nossas mentes é a da infinitude do volume de suas águas para o atendimento aos diversos usos. Essa questão, no entanto, precisa ser tratada com o devido cuidado. Existem limitações e limitações significativas no Rio. Tendo sido priorizadas, inicialmente, a irrigação e a geração de energia, o Rio passou a ser, por um longo período de tempo, um dos principais agentes de desenvolvimento da região nordeste. Nesse sentido, foram criados pólos de irrigação na região de Petrolina/Juazeiro (atualmente com 340 mil ha), a pesca, principalmente do surubim, se deu com bastante intensidade, a navegação se mostrou importante, principalmente entre as cidades de Pirapora (MG) e Petrolina (PE) e o Rio passou a ser responsável por mais de 90% de toda a energia gerada na região. Todas essas ações foram previstas e implementadas através de vultosos investimentos e da saga de um povo, contando-se com uma vazão média, no Rio, de cerca de 2800 m³/s, vazão com a qual, descontados os volumes necessários para a geração de energia (2100 m³/s), poderão ser irrigados aproximadamente um milhão e quatrocentos mil ha (considerando o consumo de 0,5 litro/s/ha) dos 3 milhões de ha potenciais de sua bacia. Nessa análise de uso da água, já se tornam evidentes conflitos entre os processos de irrigação e geração de energia.

Entretanto, para o estabelecimento dessas prioridades, a ação humana fez com que o São Francisco apresentasse alguns sinais de alerta. Os desmatamentos indiscriminados da vegetação - principalmente a ciliar - para ampliação de nossa fronteira agrícola vêm causando a morte de várias nascentes com conseqüente diminuição de vazão e promovendo o assoreamento do seu leito, dificultando a navegação; os dejetos urbanos estão poluindo suas águas e a construção das usinas geradoras de energia elétrica interrompeu o fenômeno da piracema, fazendo escassear o pescado. Nesse sentido, ações revitalizadoras, que assegurem a volta das condições iniciais do Rio, são oportunas e necessárias. Não bastassem as questões acima referidas, as secas - fenômenos que ocorrem periodicamente - têm influenciado sobremaneira as limitações do Rio, diminuindo drasticamente os volumes dos reservatórios responsáveis pela geração de energia e regularização da sua vazão (em janeiro de 2000 a represa de Sobradinho estava apenas com 13% de sua capacidade útil), tornando necessárias importações de grandes quantidades de energia de outros centros geradores do país, a exemplo de Tucuruí (PA), o qual, no início de 2000, transferiu, para o sistema CHESF, cerca de 800 MWh, oequivalente a 15% do consumo do Nordeste. 

As mesmas secas que reduziram a produção de nossa energia, aterrorizando a população nordestina e trazendo conseqüências danosas à produção agropecuária e ao abastecimento de suas cidades, servem, no momento, de palco de discussão para justificar a implantação do polêmico projeto de transposição de águas do São Francisco. É nesse cenário de penúria hídrica que se pretende transpor 127 m³/s através de dois ramais, o primeiro partindo de Cabrobó (PE) e o segundo do reservatório de Itaparica, para resolver os problemas hídricos do Nordeste. Será que teremos água suficiente para atender ao que estão pretendendo sem prejudicar os investimentos já realizados? Estudos têm demonstrado que uma pessoa consome uma média diária de 190 litros de água e que, para cada m³/s retirados do Rio, deixam de ser produzidos, no final de um ano, cerca de 22 milhões de kw, o suficiente para abastecer de energia elétrica uma cidade de 35 mil habitantes. 

Entendemos que, para responder esse tipo de questionamento, não se pode simplesmente querer retirar do Rio, a bel-prazer, o volume de água pretendido. Torna-se necessária a elaboração de um planejamento hidráulico de sua bacia, realizado por técnicos brasileiros, que garanta volumes suficientes ao atendimento da irrigação, da navegação, da geração de energia, do consumo industrial e do abastecimento das populações, tudo de acordo com a legislação em vigor e gerenciado pela Agência Nacional da Água - ANA. Esse orçamento hídrico deverá estar de acordo com as características hidrológicas de cada ano, apresentando folgas na distribuição dos volumes
em períodos chuvosos e economia em caso de seca. Essas limitações já estão sendo concebidas e aceitas pelo governo federal, tendo em vista a divulgação, por intermédio da mídia televisiva, da necessidade de serem transpostas águas de outras bacias, a exemplo do Rio Tocantins (Projeto Doador), para o São Francisco, bem como da implantação de um programa de termelétricas a gás (comenta-se a implantação de 49 unidades a um custo de 3 bilhões de dólares), para suprir a demanda de energia elétrica do país. É baseado em estudos como esses, levando-se em consideração as limitações do Rio, que passamos a acreditar no projeto.

João Suassuna - Eng° Agrônomo e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco.

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ABIPTI comemora 20 anos discutindo a gestão dos institutos de pesquisa

Para comemorar os 20 anos da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI) estaremos realizando, nos dias 18, 19 e 20 de outubro de 2000, em Fortaleza (CE), o Congresso ABIPTI 2000. Esse evento será realizado em parceria com as entidades associadas no Estado do Ceará, lideradas pela Nutec (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial). Tendo como tema central a "Gestão de Institutos de Pesquisa Tecnológica", o Congresso ABIPTI 2000 vai debater o papel dessas instituições frente as mudanças no cenário econômico industrial brasileiro e a redução da participação do Estado no financiamento das atividades de pesquisa e desenvolvimento no país. O Congresso ABIPTI 2000 discutirá também os entraves e os problemas que afetam os institutos de pesquisa, bem como as oportunidades e as soluções para a sua gestão: recursos financeiros, mercado/clientes, recursos humanos, informação e conhecimento, articulação com o setor produtivo,
produtos/serviços e avaliação de desempenho. 

Para o Congresso ABIPTI de 2000 foram definidos como subtemas para debates:  Modelos organizacionais de institutos de pesquisa; Gestão Estratégica e avaliação de desempenho de institutos depesquisa; 

Gestão do conhecimento em institutos de pesquisa; 
Gestão da propriedade intelectual;
Capacitação tecnológica para pesquisa; 

Mecanismos de financiamento de atividades de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico  incentivos fiscais , fundo setoriais; 
Comercialização e transferência de tecnologias;
Intercâmbios com o setor produtivo (serviços de extensão).
Participam do Congresso ABIPTI 2000 dirigentes e técnicos dos
institutos de pesquisa; representantes de programas e órgãos
governamentais; empresários e órgãos empresariais.
A partir deste primeiro evento, a ABIPTI realizará congressos bienais,
visando a troca de informação e discussões sobre novas estratégias para o
desenvolvimento tecnológico do país. 
Nesse primeiro congresso serão envolvidos especialistas e estudiosos da
gestão de institutos de pesquisa para expor seus trabalhos e experiências.
A idéia é, a partir da Segunda versão desse evento, abrir espaço para
apresentação de trabalhos.
Na sessão de abertura do Congresso, a presidente da ABIPTI, Angela Uller,
apresentará um resumo das realização da ABIPTI nos últimos 20 anos. Será
também prestada homenagem especial aos ex-presidente da ABIPTI nesse período. 

Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI)
Site: http://www.abipti.org.br

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UFRPE busca doutores para o Projeto Genoma

Visando preencher duas vagas para pesquisador-visitante e criar um banco de dados próprio, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) está recebendo currículos de doutores com experiência em Biologia Molecular e Genética Molecular. A seleção acontecerá no início do mês de setembro e a duração da bolsa vai de 2 a 4 anos.  Os classificados vão atuar no Laboratório de Seqüenciamento e Biologia Molecular do Departamento de Biologia da UFRPE, no Projeto Genoma (Seqüenciamento da Cana-de-açúcar). Os interessados devem enviar o currículo para a instituição no seguinte endereço: Rua Dom Manuel de Medeiros, s/n, CEP 52171-030, Dois Irmãos,

Recife (PE).

Quem preferir, pode usar o fax: (81) 441-4697 ou ainda o e-mail:
[email protected] ou [email protected] 
Outras informações podem ser conseguidas pelo telefone (81) 302-1314.

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José Antônio Aleixo da Silva
Secretário Regional da SBPC/PE

 
 

Quando:01/08/2000
Origem: Edgar Gomes
Assunto:
 
Caro(a)s Colegas


Prezado Luiz Antonio

Desculpas aceitas, e obrigado. Afinal como eu te disse, o nacionalismo na defesa da Petrobrás é um assunto muito mais amplo e de forma alguma pessoal. Mas em todo caso, vejam que não sou o único a perceber q a influencia da Petrobrás na política da matriz energética do pais eh extremamente nociva aos verdadeiros interesses nacionais. Assim, podemos continuar o assunto sem cair nas ofensas pessoais, pois a lista serve para expressar nossas opiniões de forma franca e sincera (mesmo que Angela não goste de mim), pois assim é a democracia. 

EDGAR GOMES FERREIRA DE BEAUCLAIR
ENGENHEIRO AGRONOMO
DOUTOR EM SOLOS E NUTRICAO DE PLANTAS
PROF. DOUTOR - DEPARTAMENTO DE ciênciaS EXATAS - ESALQ/USP
AV. PADUA DIAS, 11. PIRACICABA, SP. CEP 13418-900
FONE :(019) 429-4151 RES. (019) 424-3739 

 
 

Quando:01/08/2000
Origem: Edgar Gomes
Assunto:Boicote a Petrobras
 
Assunto: En: boicote a postos BR

E hora de fazermos alguma coisa, R$ 1, 50 no litro de gasolina e demais. Para resolver esta situação só tem um jeito, escolhendo um posto para "boicotar". O posto escolhido e o BR (por ter sempre a gasolina mais cara), assim ninguém devera abastecer nos postos BR no período de 25/07 a 25/09, a não ser que ele abaixe os seus preços (condição que ninguém abastecera nos demais). Passe este email para todos que conhecem. E serio, precisamos fazer algo, ou amanha estaremos pagando R$ 2,00 no litro da gasolina. Se você e mais um daqueles que acha que estes movimentos como estes não funcionam, saiba que sao pessoas como você que fazem do Brasil o que ele é hoje. Mude de atitude!Pense a respeito....

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