Cresce demanda por biofertilizante da babosa e empresa quer mais produtores integrados

 

O biofertilizante já existe há alguns anos, testado e comprovado em várias culturas, mas para garantir sua eficiência, para aqueles que podem ter alguma dúvida em relação à sua origem, vale o atestado da Unesp: "A aplicação do produto Aloe Fértil Plus aumentou todos os parâmetros avaliados relacionados com a atividade microbiana do solo comparado com os solos que não receberam o produto". É o nutriente foliar ou para fertirrigação da babosa, cuja demanda atual está fazendo com que a empresa procure aumentar sua base de parceiros produtores da biomassa.

Magno Alves, proprietário da Aloe Fertil, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), enquanto percorre o Brasil apresentando seu produto, aproveita para prospectar concessionários. "Passei pelo Nordeste, fui para Pará e agora vou atender clientes no Maranhão", informou Alves nesta sexta (9).

Hortaliças, soja, café, cana, arroz e alguma especiariais estão no portfólio de vendas da empresa, mas as propriedades probióticas (contém organismos vivos) do aloe atendem certamente toda e qualquer cultura, por sua capacidade de se fazer absorver pelas plantas, que "reconhecem um produto natural com mais facilidade do que um fertiliziante mineral", explica o empresário.

Vantagem adicional, no entanto, está na marca registrada, o Plus. O organomineral extraído da babosa possui, em simultâneo, ação elicitora, resumindo: age contra bactérias, fungos e serve de repelente. Ou seja, reage a ataque de patógenos. Portanto, sua ação fitossanitária é associada aos resultados que "mostram que o produto possui a capacidade de aumentar a atividade microbiano do solo e consequentemente aumenta e melhora a ciclagem e disponibilização de nutrientes para as plantas", como igualmente assinou o professor da Unesp, Everlon Cid Rigobelo, do Departamento de Produção Vegetal.

E como o Aloe Fértil Plus ainda por cima é absolutamente orgânico, certificado pelo Instituto Biodinâmico (IBD), a principal certificadora nacional e a que mais é aceita internacionalmente, atende diretamente as culturas enquadradas nesse sistema produtivo.

Magno Alves possui 40 hectares plantados e produz 5 mil litros diários - numa proporção de 1 hectare para 200 toneladas -, e está aumentando a produção de mudas nos canteiros visando fornecer para os futuros integrados, já detectados e sendo estruturados no Rio Grande do Sul, Sul e Norte de Minas e Espírito Santo.

E, naturalmente, na região de Santa Cruz do Rio Pardo, onde também estão presentes os primeiros parceiros produtores de soja que hoje conseguem uma boa produtividade com o aloe e com menos custo, já que a necessidade de aplicação é menor.

Fonte:Notícias Agrícolas em 09/11/2018 por Giovanni Lorenzon

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