Dejetos da pecuária elevam a produção de biofertilizantes e a geração de energia


O reaproveitamento de dejetos da pecuária brasileira tem crescido significativamente em várias regiões do País. Diversos produtores investem cada vez mais em sistemas de coleta e processamento de dejetos, com vistas a produzir biofertilizantes ou na geração de gás.

"Um exemplo é a grande adesão ao sistema de Compost Barn, um barracão que abriga os animais e, ao mesmo tempo, serve para fazer a compostagem dos dejetos que são depositados sobre uma camada de serragem de madeira", explicou o veterinário e consultor Cleandro Pazinato Dias, em palestra proferida no dia 19 de julho passado, durante a Campo Grande Expo, realizada na capital de Mato Grosso do Sul.

Para exemplificar, ele citou um exemplo: uma vaca leiteira, com peso na casa de 450 quilos, gera aproximadamente 50 quilos de dejetos por dia.

Diante disso, são várias as opções que o pecuarista tem para transformar um problema para sua propriedade e para o ambiente, que são os dejetos, em uma oportunidade de reduzir custo com a compra de fertilizantes ou até gerar energia para consumo em sua propriedade.

"Hoje, ele tem muitas maneiras de transformar em dinheiro o que normalmente é jogado fora", afirmou Dias.

Ele também mencionou vários exemplos espalhados pelo País de produtores que estão gerando energia elétrica com biogás produzido a partir dos resíduos.

Ainda comentou sobre pecuaristas com grande rebanho, que estão gerando energia excedente, vendida para outros produtores, por meio de um acordo com a concessionária de energia local.

Há casos de pecuaristas que produzem biofertilizantes para seu próprio consumo ou para revender aos seus vizinhos. "Há uma demanda forte por parte de produtores de hortaliças, principalmente", comentou o consultor.

SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA
Em outra parte de sua palestra Tecnologia de Produção Mais Limpa na Pecuária Intensiva, Dias destacou a crescente utilização de sistemas de captação da água da chuva para uso na limpeza e manutenção das instalações onde o gado fica.

Ele relata que uma vaca, que produz diariamente uma média de 36 litros de leite, pode demandar entre 114 e 136 litros de água por dia.

Diante disso, ressaltou que muitos pecuaristas estão investindo na construção de telhados próprios para fazer essa captação.

Segundo o consultor, um metro quadrado de telhado pode coletar um litro de água, considerando uma chuva de um milímetro.

CISTERNAS
Dias citou que vários projetos de captação de água de chuva, no Estado de Santa Catarina, avançam, inclusive, com a construção de cisternas para armazenamento da água.

Essa água precisa passar por um processo de filtragem, antes de ser utilizada, além de ser obrigatório o descarte da primeira chuva, aquela que limpa os telhados.

O palestrante também detalhou outras formas de uso racional de água, energia e também na forma de alimentar os animais para se ter um manejo mais limpo e menos prejudicial ao ambiente.

Fonte: Assessoria de comunicação da Campo Grande Expo em 08/08/2018


Leia Mais:


SIGA NOS