Biostásia propõe luta biológica à mosca branca com Eretmocerus eremicus

A Biostasia – Projectos e Serviços de Engenharia propõe a utilização da Eretmocerus eremicus para o controlo biológico da mosca branca. A Eretmocerus é uma pequena vespa que parasita as larvas de mosca branca, uma praga típica de estufas que afecta várias culturas.

Segundo os responsáveis pela empresa, a Eretmocerus eremicus pode ser aplicada no controlo da mosca branca das estufas (Trialeurodes vaporariorum) e especialmente a mosca branca da batata doce (Bemisia tabaci). Especialmente em culturas cobertas, onde é provável ocorrerem altas temperaturas, o Eretmocerus “pode ser aplicado (por exemplo em beringela) também em culturas ornamentais (por exemplo na gerbera) são obtidos bons resultados”.

Quanto a benefícios, diz a mesma fonte da Biostasia que o Eretmocerus é o assistente da Encarsia formosa no controlo de mosca branca, devido a várias vantagens. Se a população de mosca branca é grande (grande pressão da praga), o Eretmocerus irá alimentar-se de mais hospedeiros; a altas temperaturas, o Eretmocerus eremicus vive mais e trabalha melhor que a Encarsia; o E. eremicus tolera melhor a presença de insecticidas do que a Encarsia, o que é importante em sistemas de produção integrada.

Por outro lado, diz a mesma fonte, tanto a mosca branca da estufa como a mosca branca da batata doce podem ser parasitadas por Eretmocerus eremicus e as pupas parasitadas são “muito facilmente reconhecidas devido à sua cor amarela”.

A empresa informa que geralmente o Eretmocerus é mais resistente a pesticidas do que a Encarsia formosa (comparando com a Encarsia, existe menor persistência para Eretmocerus e é compatível com mais produtos).

Embalagens

O Eretmocerus está disponível em pupas soltas em tubos de 5.000 ou 10.000 unidades em cartões de 5.000 ou 10.000 peças, com 100 pupas/cartão. Se necessário, o Eretmocerus-system pode ser armazenado por um curto período de tempo a 6-10ºC e RH>85%. “É muito importante espalhar as pupas numa superfície seca evitando a luz directa do sol. Certifique-se que as formigas não conseguem roubar as pupas soltas”, realça a Biostasia.

A Biostasia, com sede em Almada, deu inicio à sua actividade em 2004, propondo-se à criação, desenvolvimento e execução de projectos de requalificação paisagística e espaços verdes para toda a Península Ibérica.

Especializou-se na técnica de hidrossementeira e fez desta a sua primeira área de negócio, com obras realizados em toda a Península Ibérica. De destacar a primeira obra – a construção do campo de rugby da equipa profissional de Arcos de Valdevez –, seguindo-se outras como requalificação e recuperação paisagista, requalificação de pedreiras, reflorestação de áreas ardidas , pistas de ski , campos de golfe, entre outros.

Em 2008, os responsáveis pela empresa decidem alargar as suas oportunidades e integram na sua área de negocio os pisos drenantes, hoje marcas registadas como Bioaway e Biodecor. É nesse mesmo período, que dá os primeiros passos na criação e desenvolvimento da actual linha de produtos Bisostasia.

Em 2010, a Biostasia surge com uma nova e área de negócio, que é hoje departamento autónomo “pela sua sustentabilidade” no controlo biológico. Esta área iniciou-se no controlo da praga das palmeiras, com seminários internacionais sobre o tema. Em 2013, a Biostasia decide alargar os seus horizontes no controle de pragas e fertilização com produtos biológicos aplicados ao sector agrícola e urbano em geral.

Para o curto, médio prazo a aposta da empresa é na investigação, desenvolvimento e inovação, por forma a suportar a criação de novos produtos e serviços na área dos biológicos.

Fonte:Agricultura e Mar Actual por Carlos Caldeira em 19 de Jun 19/2017



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