Projeto de controle biológico do Aedes aegypti é apresentado em Brasília

Desenvolvido em Jacarezinho, projeto pioneiro foi apresentado ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

Pioneiro no mundo todo, o projeto de controle biológico do Aedes Aegypti, desenvolvido em Jacarezinho pela empresa Forrest Brasil Tecnologia, foi apresentado ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Brasília. Com índices que comprovam a eficiência e mostram redução de 90% da infestação do mosquito pelo método desenvolvido, o projeto chamou a atenção por se tratar de uma das medidas mais contundentes contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue e outras doenças – e sem a necessidade do uso de inseticidas.

De acordo com a Forrest, dezenas de secretários de Saúde e chefes de departamentos de Vigilância Sanitária solicitaram informações sobre as técnicas utilizadas para a redução dos números da infestação. O prefeito de Jacarezinho, Sérgio Eduardo de Farias, o Dr. Sérgio (DEM), e o secretário municipal de Saúde, Marcelo Nascimento e Silva, também estiveram no evento e atestaram os números apresentados pela empresa.

O projeto, desenvolvido inicialmente de forma experimental, abrangeu o bairro do Aeroporto, em Jacarezinho. O local historicamente apresentava índices elevados de infestação do mosquito e, consequentemente, números alarmantes de casos em situações que o município registrou epidemia da doença.

Já este ano, com o projeto, mesmo com o grande risco de uma nova epidemia de dengue em Jacarezinho, o bairro do Aeroporto praticamente não registrou casos da doença – que se alastrou por todas as outras regiões da zona urbana.

A ideia da prefeitura era dar continuidade imediata ao projeto, porém esbarrou na exigência de licitação por parte do Ministério Público. Segundo a Forrest, a empresa já cumpriu tudo que lhe foi solicitado para que uma licitação seja feita, porém o processo licitatório ainda não tem previsão.

MÉTODO

O método da empresa consiste na soltura de milhões de mosquitos machos estéreis nas áreas beneficiadas pelo projeto. Como uma fêmea do Aedes só copula uma única vez na vida, se a cópula acontecer com um macho estéril não haverá novos descendentes. Já em uma reprodução sem a intervenção biológica, uma fêmea pode gerar até dois mil novos mosquitos.

A ideia da Forrest é continuar com o trabalho de conscientização e engajamento social até para que, uma vez devidamente licitado, a empresa faça em setembro a soltura de machos estéreis por toda a cidade e previna uma nova epidemia no próximo verão.

Fonte:Tribuna do Vale em 15 de maio de 2019 por Lucas Aleixo

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