Biológico é alternativa para o controle de nematoides na cana-de-açúcar

O bionematicida Rizotec é a nova alternativa para o controle de nematoides na cana-de-açúcar, um problema que causa perdas de mais de R$35 bilhões no Brasil. Trata-se de um isolado do fungo Pochonia chlamydosporia (Cepa PC 10) que foi selecionado pela virulência e alta capacidade de se reproduzir, além da boa permanência no solo e estabilidade nos resultados. 

Segundo a fabricante, Stoller do Brasil, o produto apresenta alta efetividade de parasitismo de ovos, de indivíduos juvenis e controle de fêmeas de diferentes espécies de nematoides. O objetivo de eliminar o parasita é permitir uma melhor absorção de água e nutrientes pelas raízes da planta, garantindo bom desenvolvimento e aumentando a produtividade em 20%.

“O produto biológico tem menos impacto ao ambiente, mas o que nos deixa bastante satisfeitos nesse caso é que os resultados do Rizotec mostraram que sua eficiência é semelhante ao químico, sem é claro, todo os impactos ambientais”, justifica a pesquisadora Leila Dinardo Miranda, do Instituto Agronômico (IAC).

A especialista lembra que análises de solos cultivados com cana-de-açúcar em diversas regiões do país, mostram que 97% das amostras analisadas têm a presença do nematoide Pratylenchus zeae. Ainda outras 35% contém o Meloidogyne javanica, 20% o M. incognita e 35% o P. brachyurus. Todas as espécies reduzem a produtividade do canavial de primeiro corte entre 20% e 30%. 

De acordo com estudos apresentados pela Stoller no município de Catanduva (SP), houve incremento de 24 toneladas de cana por hectare, com a produtividade saltando de 127 TCH para 151 TCH.

“Hoje, só o produto químico não está controlando 100% os nematoides, é preciso fazer manejo. Nesse sentido, um produto biológico é uma ferramenta fundamental para auxiliar o manejo integrado no primeiro momento. Outro ponto crucial é que o mercado tende cada vez mais para uma linha verde, por isso ter a disposição um bionematicida é fundamental”, destaca Chrys Melinski Sercioloto, gerente de nutrição vegetal da Coopercitrus.

Roberto Risolia, gerente da Stoller do Brasil, destaca que o objetivo é “trazer essa solução para um problema tão sério na cultura da cana-de-açúcar. Esse produto é mais um grande passo rumo a missão da Stoller, ser essencial para o agronegócio e permitir que as plantas expressem todo seu potencial”.



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