Agricultura orgânica se expande na Zona da Mata Paraibana

A partir de uma nova mentalidade na cultura da produção de hortas e frutas, está sendo possível unir desenvolvimento econômico com consciência ecológica na zona da mata paraibana. Os benefícios dos produtos orgânicos para os produtores e os consumidores da região já repercutem na ampliação de novas hortas, implantadas nos municípios de Alhandra e Pitimbu.

Mais de 40 produtores das comunidades rurais ‘Litoral Sul’ e ‘Taquara’ foram capacitados no cultivo de hortaliças orgânicas. Além de entrar em contato com o conceito e a metodologia utilizada na agricultura orgânica, sem agrotóxico e com o uso de biofertilizantes, os produtores já colocaram em prática algumas técnicas de produção aprendidas na ocasião.

“Com a adesão das duas comunidades, a zona da mata conta agora com doze municípios atuando na produção orgânica. Isso representa um aumento na qualidade do padrão alimentar da população, além de gerar rendas e novas oportunidades de negócios para os pequenos produtores rurais”, afirma Reinaldo Ferreira, gestor do projeto de Agricultura orgânica do Sebrae Paraíba.

Segundo Reinaldo, após a implantação das hortas e a primeira fase de capacitação, será promovido em breve reuniões de sensibilização para fortalecer o associativismo rural, além de palestras voltadas para a comercialização e gestão de empreendimentos.

“Também devemos implantar pequenas feiras no município. Oferecer o produto orgânico produzido na região para o mercado da própria região é uma alternativa inicial que beneficia todos os lados da comunidade”, comenta Reinaldo.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Sebrae Paraíba, as Prefeituras de Alhandra e Pitimbu, a Associação de Produtores Rurais e o Banco do Nordeste.

Natural - Em uma produção diferenciada em relação à praticada na região, os agricultores aprendem com o cultivo orgânico de frutas e verduras, sobre a necessidade de respeito ao Meio Ambiente. Hoje, os donos de terras na Zona da Mata iniciaram o processo de substituição de fertilizantes convencionais por outros biofertilizantes, feito com o esterco, restos de vegetação, leite e mel.

O controle de pragas em propriedades assistidas pelo Sebrae também dispensa o uso de defensivos agrícolas industriais. Em lugar deles, o extrato de urtiga, cinza, alho e uma variedade de produtos são usados como inseticidas naturais, que além de não agredirem a natureza, apresentam baixo custo.

Fonte: http:///www.paraiba.com.br/noticia.shtml?74385 em Sexta-feira, 25 de julho de 2008


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Rede de Agricultura Sustentável
É um serviço de Cristiano Gomes e L&C Soluções Socioambientais

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