Restaurantes e lojas investem em novo filão

           

O interesse por alimentação saudável e o hábito de comer folhas são duas características que tornam os cariocas consumidores ávidos por produtos orgânicos. De olho no filão, supermercados e restaurantes têm investido cada vez mais em produtos sem agrotóxicos. Em pelo menos 20 restaurantes do Rio, já é possível encontrar no cardápio uma ou mais opções de prato feito com orgânicos.

Sócio do Gula Gula, o empresário Pedro de Lamare conta que incluiu há um ano e meio no cardápio do restaurante do Leblon um prato orgânico, que varia a cada dia. O sucesso foi tanto que a rede há sete meses serve orgânicos em todos os restaurantes.

- A aceitação é muito boa. A procura é tanta que estávamos até fazendo uma feirinha, aos sábados, na varanda do restaurante de Ipanema, com produtos da fazenda do Marcos (Palmeira). Era tudo vendido a R$ 1. Só paramos porque estava atrapalhando o preparo do almoço - lamenta.

A expansão do setor também está atraindo o Mundo Verde, que comercializa produtos naturais e esotéricos. Segundo Jorge Eduardo Antunes, diretor de franquias da rede, está sendo feito um estudo para abrir uma loja no Rio, e outra em São Paulo, apenas para a venda de orgânicos:

- Temos cadastrados em nossas lojas 400 produtores de orgânicos. O Mundo Verde vende por ano cerca de R$ 2,5 milhões em orgânicos. Por isso, pensamos em abrir lojas voltadas para esse setor. Se tudo der certo, a primeira loja do Rio deverá ser inaugurada em seis meses. No ano que vem, também deverá entrar em funcionamento o projeto da Secretaria de Agricultura de criar mercados móveis, só de orgânicos.

- Também abrimos uma linha de crédito especial para financiar os produtores orgânicos. Eles poderão pegar empréstimos com prazo de pagamento de 60 meses e juros de 2% ao ano, mais baixos do que os de mercado - diz Áureo. - A expectativa é que o mercado triplique até o fim de 2005.

fonte - Jornal O Globo - 05/09/04


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