Orgânicos brasileiros no varejo americano

Cinco empresas brasileiras acabam de acertar as bases para o fornecimento de cerca de 40 produtos orgânicos à americana Whole Foods Market, que se auto-define a maior rede varejista de alimentos orgânicos e naturais do mundo, com vendas totais da ordem de US$ 4,5 bilhões por ano.

A aproximação dessas empresas com uma das importadoras que trabalham com a rede dos EUA começou em uma feira naquele país em abril passado e foi liderada pelo Projeto OrganicsBrasil, uma iniciativa conjunta da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Instituto Paraná de Orgânicos (IPD) e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Conforme Ming Liu, gestor do OrganicsBrasil, o pacote fechado envolve as paranaenses Jasmine (cookies, feijão, soja, arroz, açúcar e farinha) e Ecoçucar (açúcar mascavo), as paulistas Renks (frutas exóticas em barras) e Tradeland (mel) e a catarinense Fazenda & Casa (legumes em conserva).

Liu informa que, inicialmente, esses produtos serão fornecidos para 24 lojas da rede americana - que conta, no total, com 187 unidades nos Estados Unidos e no Reino Unido. Os primeiros embarques deverão acontecer entre o fim de outubro e o início de novembro, e haverá promoções, financiadas pela Apex-Brasil, nos pontos-de-venda nos primeiros dois meses.

Com isso, conta o dirigente, o Projeto OrganicsBrasil - que trabalha com seis certificadoras - passa a contar 33 empresas, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio, Minas, Ceará e Pará. Em 2005, quando eram 17 as participantes, as exportações de orgânicos renderam US$ 9,4 milhões. A previsão inicial para 2006, quando acreditava-se que o número de empresas chegaria a 26, era que os embarques alcançariam US$ 21 milhões. Segundo Liu, com 33 companhias o valor será maior.

Segundo dados fornecidos pelo projeto, no total as exportações brasileiras de produtos orgânicos chega a US$ 250 milhões - montante que, segundo fontes do segmento, poderá crescer exponencialmente a partir da regulamentação da nova lei de orgânicos do país, que ainda está na gaveta.

  Fonte: Valor Econômico

 


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