Orgânicos ganham força no Vale do Ivaí

valeO interesse por alimentos saudáveis e sem contaminantes tem impulsionado o crescimento do consumo de produtos orgânicos no Brasil. Levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta um aumento de 200% no número de produtores entre 2010 e 2018 no país. Em 2012, havia no Brasil quase 5,9 mil produtores registrados em março deste ano 17,7 mil. No Paraná a estimativa é de aproximadamente 2,5 mil produtores certificados. No Vale do Ivaí, conforme o engenheiro agrônomo Paulo Henrique Lizarelli coordenador estadual de agroecologia da Emater são aproximadamente 90 produtores com certificação.

“Dos produtores estão em conversão ao sistema não temos números oficiais, mas pelas nossas caminhadas pelo Vale do Ivaí acreditamos que pelo menos mais uns 80 produtores estão em busca da certificação orgânica, o que mostra o avanço também aqui na região”, destaca. Lizarelli destaca ainda que o crescimento se deve à regulamentação da lei da produção de orgânicos e pela conscientização dos consumidores.

“É bom lembrar ainda que somos o único estado brasileiro que tem uma política de certificação pública gratuita, o Paraná Mais Orgânico, o que faz com que seja um dos estados que mais possui propriedades orgânicas certificadas”, comenta. O Paraná Mais Orgânico é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), as instituições estaduais de ensino superior e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA). No Vale do Ivaí, os produtores são atendidos por três equipes. “Nos municípios mais o Sul de Ivaiporã os produtores são atendidos por equipes da Unicentro de Guarapuava, dos municípios mais ao norte por equipes da UEM e UEL”, explica Lizarelli.

O agricultor interessado deve entrar em contato com um dos núcleos do programa. Um técnico irá executar ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para adequar a propriedade. Após um período de adaptação, é feita uma auditoria para verificação das conformidades com a lei. Havendo correspondência à legislação, o produtor recebe o certificado. Além das ações do Governo do Estado, a cada dia aumenta a participação de entidades e organizações na promoção de orgânicos. Exemplo disso é o Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA) Vale do Ivaí, do campus de Ivaiporã do Instituto Federal do Paraná (IFPR), que faz a ponte entre os produtores, certificadoras e até junto aos consumidores.

Conforme a professora Ellen Rúbia Diniz a participação do IFPR se dá através da capacitação dos produtores e alunos. “Hoje nós temos no Assentamento 8 de Abril, em Jardim Alegre, três produtores certificados e seis produtores em conversão. Fora do assentamento temos mais um produtor certificado e mais um em conversão. A colaboração do Instituto é na confecção dos planos de manejo, porque cada produtor precisa de um estudo da propriedade, de um levantamento e uma proposta de produção orgânica para a certificação”, comenta.A produtora de alimentos orgânicos Nilza Maria de Oliveira Santos, de Jardim Alegre foi uma das primeiras no Vale do Ivaí a receber a certificação há 10 anos. “Me sinto muito feliz em estar produzindo orgânicos, além de mais saúde para nós que plantamos e para os consumidores, contribuímos com uma produção sustentável, que não contamina o meio ambiente”.

Venda direta amplia demandaOutro projeto que nasceu através do IFPR em 2017 e vem dando muito certo foi a criação de um grupo no WhatsApp para a aproximação dos produtores e consumidores. A professora Vanessa Stegani, que coordena o projeto, explica a dinâmica. “Os agricultores fazem uma lista com os produtos disponíveis, colocam os valores e essa lista é colocada toda a quarta-feira no grupo. Os consumidores têm até a sexta-feira para fazer o pedido. Hoje, nós temos em média 120 participantes e estamos com uma evolução nos pedidos e na diversidade de produtos. O aumento da demanda faz com que o agricultor se sinta motivado a produzir. É uma linha de comercialização que só tem a crescer”, destaca. O IFPR realiza anualmente, em outubro, o Encontro de Agroecologia do Vale do Ivaí, e em maio a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos que foi encerrada na última sexta-feira (31) com a 1ª Feira de Produtos Orgânicos. A feira aconteceu no Centro da Terceira Idade localizado no Parque Ambiental Jardim Botânico. O aposentado Amândio de Oliveira foi um dos consumidores que prestigiou o evento. “Gostaria que houvesse isso, pelo menos uma vez por mês. Os produtos orgânicos além de mais saborosos ficam com as características naturais mais preservadas. Quem já experimentou sabe do que estou falando”, comenta.

da cidade de Ibiporã foi o autor desta obra que retrata o povo de Deus indo ao encontro do Cristo ressuscitado”, conta. Também chama a atenção na pintura, imagens de anjos tocando bateria e outros instrumentos modernos, ao lado das tradicionais trombetas celestes.

Os vitrais, que foram colocados recentemente, são obras de arte que resgatam uma tradição medieval. Padre Carrara conta que eles não foram pintados, mas sim, feitos com vidros coloridos artesanalmente, por um grande artista reconhecido no Brasil e no mundo. “Nós contratamos Lorenz Johannes Heilmair, um artista de Curitiba que foi convidado recentemente para fazer um vitral na Basílica da Anunciação em Nazaré, Israel. Agora, planejo fazer um folder com imagens de todos os vitrais que ele fez aqui, explicando o conteúdo de cada um deles”, revela.

A cripta subterrânea da Catedral Nossa Senhora de Lourdes é um dos pontos mais antigos da construção. Erguida na década de 40, junto à construção original da igreja, o local foi pensado desde o início para funcionar como um mausoléu, como explica padre Carrara. “A base da cripta, suas paredes, é toda formada de grandes pedras, ela já estava aqui desde o início e a construção foi crescendo sobre ela. Havia antigamente o costume de enterrar padres e autoridades municipais nas igrejas, por isso a construção desta cripta, porém aqui, o espaço foi reservado apenas para o sepultamento de bispos. Nós temos então aqui, debaixo do altar da cripta, a sepultura dos bispos que morrerem na Diocese, como Dom Domingos por exemplo, que está sepultado aqui”.

O pároco também revela que a cripta era um local não utilizado na igreja, por isso, quando chegou à paróquia, em meados dos anos 70, padre Carrara decidiu fazer uso do espaço para celebração de missas, o que acontece até hoje todos os dias, com exceção dos fins de semana, quando as celebrações acontecem na nave principal.

Construção iniciada na década de 50


Quando a primeira missa foi celebrada em Apucarana ainda antes da construção da primeira igreja, o padre que veio para a cidade preparou um altar e perguntou se alguém teria alguma imagem para enfeitar o local onde aconteceria a celebração. Foi então que o pioneiro sr. José de Oliveira Rosa, ofereceu um quadro de Nossa Senhora de Lourdes, trazido de Portugal, para enfeitar o altar. Por causa disso, a santa tornou-se a padroeira da cidade.

A primeira igreja foi construída em 1939, na Praça Rui Barbosa, e foi destruída depois de um forte vendaval em 1941. A segunda foi erguida em 1944 e em 18 de março do mesmo ano, Dom Ernesto de Paula, Bispo da Diocese de Jacarezinho, instaurou a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Seu primeiro vigário foi o Padre Francisco Korner. Mais tarde a igreja deu lugar à Catedral Nossa Senhora de Lourdes, cuja construção foi iniciada na década de 50.

Fonte:TNOnline em 02-06-2019 por Ivan Maldonador

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