Tomate orgânico ganha o país

O tomate orgânico tem sido produzido em várias regiões do Brasil.

Em entrevista ao www.agroorganica.com.br, site especializado em agricultura orgânica, o técnico responsável pela produção orgânica da Fazenda Santa Teresa do Alto, situada em Itupeva-SP, uma das maiores produtoras de tomate orgânico do Brasil, Luís Orlando Forti, dá dicas de produção e aborda assuntos que tem gerado muitas dúvidas.

O primeiro assunto tratado pelo técnicos é a produção de mudas. Ele ressaltou que elas devem ser formadas em bandeja de 128 furos, em viveiros isolados e protegidos. Podem, segundo ele, ser utilizados como substratos para semeadura do tomate nas bandejas, o Bokashi, Humus e Vermicula. "A mistura deve ser bem homogênea, encher as bandejas, semear e irrigar. Levar para a estufa de mudas quando estiver no padrão adequado", destaca.Segundo ele, o excesso de água pode prejudicar a qualidade e a sanidade das mudas. "Sendo assim elas podem ser irrigadas manual ou automaticamente. Deve-se evitar o encharcamento, principalmente nas primeiras semanas após a germinação. O volume de água aumenta à medida que a muda cresce", enfatiza.O técnico diz que a muda do tomate orgânico só deve ir para o campo depois que estiver com três folhas definidas ou com 4 semanas de idade. "Além disso, é preciso fazer um controle rígido da qualidade, tamanho e sanidade da planta", destaca.Segundo ele, a adubação do solo só deve ser feita depois que o produtor receber os resultados da análise do solo. Em seguida da adubação, são realizadas as seguintes operações: incorporação dos adubos a 10 cm do solo; cobertura das áreas com palha de milho ou capim; irrigação por 20 minutos e transplante de mudas.Para Forti, o ácaro vermelho (Tetranichus bimaculantus), é uma praga que tem incomodado os produtores. "Procuramos combater com inseticidas naturais como Nim 0,5% ou então fazemos o controle da temperatura da estufa com climatização", diz. Além das grandes vantagens por favorecer a fertilidade do solo, Forti aconselha a rotação de culturas para reduzir a população de nematóides (Meloidogyne). "A rotação é feita, principalmente, com crotalárias. É preciso aplicar muita matéria orgânica no solo", explica. 

De acordo com Forti, as piores pragas para o tomateiro são a murcha bacteriana e a requeima. Quanto ao controle, da murcha deve-se adotar os seguintes procedimentos: cultivares resistentes, rotação de culturas, áreas novas e controle da irrigação. "Para a requeima ou mela, recomenda-se cortar a irrigação por alguns dias; plantios mais espaçados; aplicar calda Bordalesa".

fonte: Gazeta Mercantil em Cuiabá,18 de fevereiro de 2002

 

 


Leia Mais:



SIGA NOS

-->