ASSOCIAÇÕES DE PEQUENOS PRODUTORES PODEM LUCRAR COM SEQÜESTRO DE CARBONO

O pesquisador de economia ambiental da USP, Marcelo Rocha, tem uma visão bem interessante sobre o mercado em formação dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), sobretudo em relação ao seqüestro de carbono. Rocha afirma que a comercialização de carbono não é um mercado meramente especulativo e refuta o conceito de poluidor-pagador. "Do ponto vista ambiental está ocorrendo a retirada do carbono da atmosfera. Onde está se fazendo, quem e a que custo é que é a flexibilidade do mecanismo. E com isso não se está permitindo que aquela empresa polua mais. Na verdade está se fazendo uma coisa para a empresa mas que traz resultados também para o meio ambiente", corrige. Em entrevista concedida ao site Estação Vida, o pesquisador afirma que as grandes empresas transnacionais tem mais chances no investimento em projetos de reflorestamento para a fixação do carbono. Contudo, ele aposta que associações de pequenos produtores, aliadas às organizações não-governamentais, têm a grande possibilidade de lucrar com projetos de seqüestro de carbono de forma indireta, com projetos de sistemas agroflorestais, cuja captação de carbono seria um dos componentes. "Se o carbono pode ajudar a fazer isso, então ótimo, vamos procurar os pequenos proprietários rurais para fazer o reflorestamento".

FonteEstação Vida 30/07/2003

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