Mercado bio Senhora-a-Branca ganha raízes

Pela segunda vez, os produtores bio assentaram ‘mercado’ no Largo Senhora-A-Branca, em S. Victor, e invadiram o espaço com hortícolas, frutas e outros, todos produzidos de forma mais saudável e amiga do ambiente. É assim no primeiro domingo de cada mês, numa iniciativa promovida pelo município de Braga, através do pelouro do Ambiente e Desenvolvimento Rural, pela Junta de Freguesia de S. Victor e pela Associação Agro-Ecológica do Minho ‘Minhorigem’.

Quem já é consumidor bio aproveita a proximidade. É o caso de Sérgio Costa, residente na freguesia vizinha de S. Vicente, que ontem aproveitou a manhã de domingo para comprar legumes, acompanhado pela esposa e pelos dois filhos, considerando que “é uma boa activi- dade de domingo”.

Sérgio Costa já veio na primeira edição, realizada no passado mês de Novembro, e elogia a iniciativa: “é interessante até para as crianças verem o ambiente de mercado”.

Este consumidor destaca ainda a oferta diversificada de produtos da época.

Vizinha do Largo Senhora-A-Branca, Maria Mavilde já aguardava pela segunda edição do mercado bio. Da primeira vez, gostou dos produtos, por isso, ontem voltou e só reclamou por considera que deveria ser mais vezes’.

Neste fim-de-semana, Maria Mavilde nem foi ao mercado, como é hábito, e ontem fez mais que uma passagem pela ‘Bio Senhora-a-Branca’ para levar quatro dúzias de ovos e regressou para comprar espinafres, mas elogiou também agriões e coentros.

Para os produtores presentes, a ‘Bio Senhora-A-Branca’ é uma forma de divulgar a presença mais assídua, - todos os sábados de manhã - no Mercado Cultural do Carandá.

“Os clientes do Carandá também vêm cá” explica José Sousa, produtor de Ponte de Lima, especializado em hortícolas. Foi o caso de uma senhora que não conseguiu comprar pera abacate e ontem regressou só por este produto.

De Amares, vieram duas produtoras. Isabel Silva é uma delas e só vende aquilo que produz; cebola, batata, batata doce, abóboras, chuchu e uma variedade de feijões.

Ondina Braga, de Roriz, Barcelos, trocou a psicologia, área em que se formou, pela agricultura biológica, ja lá vão dois anos. Começou pela revenda e agora aposta no consumidor directo para vender tudo o que a terra lhe dá: bróculos; agrião da terra, aromáticas, etc. tudo acabado de colher e ainda mais saudável por ser bio.

Fonte:Correio do Minho em 07-12-2015


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