Frutos tornam-se semi-orgânicos



Na avaliação do agrônomo Wilson dos Santos, é de fundamental importância a condução da planta sob telado, manejo que pode "revolucionar" a produção de tomate na Serra da Ibiapaba. Como nesse cultivo não é necessária a pulverização contra a praga da broca pequena, os frutos ganham na qualidade e podem ser consumidos com segurança por diferentes paladares. Neste sistema de produção, os tomates são semi-orgânicos.

Outras vantagens são apontadas. A condução do tomate em campo aberto é feito com um metro entre fileiras e 60cm a 70cm entre plantas, o que possibilita cerca de 16.600 plantas por hectare. Ao passo que sob o telado, é possível trabalhar com 25 mil a 28 mil plantas por hectare, tendo em vista que as plantas são conduzidas no sistema adensado de um metro entre fileiras por 35cm a 45cm entre plantas, havendo uma otimização da área cultivada.

Wilson dos Santos explica também que, sob o telado, a condução é feita com uma haste por planta. Já no sistema convencional, a planta é conduzida com duas hastes.

O produtor Euclides do Vale observa que a projeção da produtividade é de 228 caixas de tomate por mil plantas, o que eqüivale a 5.700 Kg por planta.

"Com a economia de 25% do tomate que não furou com a broca, com o custo zero de defensivo agrícola e mão-de-obra para pulverizar, economia de adubo químico em torno de 50% em relação ao plantio não protegido, e com o tomate a R$ 15,00 a caixa, fica pago o investimento na primeira safra. E a estrutura fica montada para usar outras vezes", comemora o produtor.

Euclides do Vale defende que o sistema de plantio telado apresenta-se como alternativa eficaz para a cultura do tomateiro, pois combate a praga da broca pequena, descartando o uso de agrotóxicos. "Este novo manejo sem uso de defensivos agrícolas vem mostrar que práticas desta natureza devem ser estimuladas. O sistema telado é uma prova de que é possível produzir tomate respeitando o meio ambiente, sem agrotóxicos e com baixo custo para o produtor", afirma.

fonte: Diário do Nordeste em 20/12/2004


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