Venda de produtos “Livres de…” e orgânicos cresce 6,8% em 2016, segundo a Euromonitor


Brasília – De acordo com a nova pesquisa, vendas globais de alimentos e bebidas orgânicos cresceram 6,8% em 2016 em faturamento, movimentando US$ 36 bilhões. Já as vendas de produtos ‘livres de…’ – que são voltados para aqueles com alergias e intolerâncias alimentares (sem substancias como açúcar, gordura, lactose, glúten e outros) – representaram um mercado de US$32 bilhões em 2016, crescimento de 7% comparado ao ano anterior.

Ewa Hudson, líder de pesquisa sobre saudabilidade da Euromonitor International, afirma que “as vendas de produtos ‘livres de…’ e orgânicos cresceram à medida que os consumidores passaram a estar mais atentos aos rótulos das embalagens, buscando ingredientes saudáveis e que não os deixassem com peso na consciência”.

A emergente demanda por alimentos e bebidas sem lactose e opções hipoalérgicas contribui para as projeções de crescimento dos produtos ‘livres de…’ que de acordo com a Euromonitor devem adicionar US$9,5 bilhões nesse mercado até 2021 e será a categoria de crescimento mais rápido na América Latina, Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

“Oferecer uma proposta clara que combine saúde, conveniência, embalagens práticas e preços acessíveis é a chave do sucesso dentro do mercado de saudabilidade”, afirma Hudson. “Antes do boom do ‘livre de…’, opções sem glúten ou lactose iam ao contrário da conveniência, ou seja, os consumidores não tinham outra opção além de eliminar certos produtos ou prepara-los em casa. Os produtos orgânicos também estão alinhados com a tendência de rótulos com poucos e naturais ingredientes e estão propensos a se manterem entre as preferências dos consumidores no futuro próximo”.

Mercado de saudabilidade no Brasil

Em 2016, o mercado brasileiro de alimentos e bebidas saudáveis movimentou RS$93,6 bilhões (ou US$ 24,3 bilhões), sendo que 67% desse faturamento vem dos alimentos saudáveis. Nos últimos cinco anos, o valor de vendas desse mercado cresceu a uma taxa média ao ano de 12,3% a preços correntes, isto é, incluindo a taxa de inflação.

Comparado a outros países, ainda é um mercado pequeno, com potencial para crescer. Em 2016, o brasileiro gastou em média US$119 com alimentos saudáveis enquanto os americanos gastaram US$513, os britânicos US$473 e os canadenses US$445. Mesmo comparando com países latino-americanos, o Brasil está abaixo. Os chilenos, por exemplo, gastaram US$167.

Assim como a nível global, os produtos orgânicos foi categoria que apresentou a taxa média de crescimento mais alta nos últimos cinco anos, de 18,5%, no Brasil. Por outro lado, a categoria Better For You (produtos com açúcar, gordura e sódio reduzidos) foi a que apresentou a taxa média mais baixa de 8,3%. Angelica Salado, Analista de Pesquisa da Euromonitor International explica que isso acontece porque os produtos com posicionamento BFY são representados, em sua maioria, pelos refrigerantes com baixo teor de açúcar. Estes

produtos têm perdido espaço para produtos que oferecem um leque maior de atributos saudáveis, além do controle de peso.

O valor de vendas do mercado brasileiro de produtos saudáveis está previsto para crescer a uma taxa média ao ano de 4,4% até 2021, descontada a inflação. “O ritmo de crescimento brasileiro poderia ser muito mais alto, considerando o nível de maturidade do mercado local e a penetração ainda baixa de certos produtos saudáveis nos lares brasileiros. A atual crise econômica foi um dos principais fatores a afetar as expectativas de faturamento do mercado”, finaliza Salado.

Para mais informações, acesse: Key Trends in Health and Wellness for 2017

(*) Com informações da Apex-Brasil


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