Salão 100% orgânico abre segunda unidade no Brasil

Marca italiana conta com diversas linhas de cosméticos orgânicos, inclusive para os homens

Recebi o convite para conhecer uma novidade: a segunda loja da rede de salões spa Philip Martin’s, o primeiro salão 100% orgânico do Brasil.

A marca italiana tem mais de uma década, mas é relativamente nova no país, sua primeira unidade já funciona há mais de três anos na cidade de Curitiba, capital paranaense, e o sucesso do empreendimento motivou a abertura da segunda unidade na cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo, aberta ao público ontem, 06/03.

Philip Martin’s é mundialmente conhecida por fabricar produtos para pele e cabelo biocompatíveis, criados através de ingredientes de origem orgânica integrados com produtos naturais não-tóxicos. Com isso, a marca abraça não somente aqueles que procuram por mais saúde, mas também aqueles que não podem utilizar os químicos tradicionais, como pessoas em tratamento de câncer, gestantes, lactantes e sensíveis a ingredientes comuns das linhas comerciais (psoríase, dermatites e Alopecia).

Mas como isso é possível? Ao contrário dos produtos naturais não-orgânicos que podem ter até 30% de toxinas em sua composição, os produtos orgânicos são feitos a partir de vegetais (basicamente alimentos), com zero toxicidade. Dentre os componentes dos produtos, a empresa utiliza óleo de jojoba, essência da laranja da Calábria, aloe vera, menta piperita, babaçu, milho, soja, arroz, acerola, Karité, murumuru, bambú, girassol, cacau, macadâmia, flor de lotus, palmito da serra, gardênia, água de coco, limão, cana-de-açúcar e sílica do mar, além dos produtos químicos sem toxinas.

Antes que você pense: “Ah, mais um salão para mulheres”, te alerto que não somente. O espaço é neutro e sofisticado e as linhas de produtos são pensadas também para atender a homens e crianças. Aliás, o hair stylist que muito bem me recebeu, Maicon Marx, diz que os homens procuram o salão para realizar coloração (olha os fios brancos ai!) e corte.

E como foi minha experiência lá?

Primeiro passei por uma entrevista que tinha por objetivo compreender os meus fios, hábitos, restrições e produtos que já utilizado no dia a dia. A partir dessa anamnese e da minha demanda, o profissional pode realizar testes de compatibilidade ou já iniciar o processo.

No meu caso foi tudo muito rápido e logo já estava eu no lavatório. O Maicon me indicou um xampu para desintoxicação (como um anti-resíduo) e, após duas lavadas, aplicou outro xampu (24 Everyday 250mL – R$205) para hidratação que agiu durante 15 minutos.

Nesse tempo, vale destacar, que a cadeira do lavatório estava fazendo massagens e eu recebendo uma limpeza facial com produtos específicos para a pele masculina, hidratação e tonificação, além de uma esfoliação nas mãos.

Não bastasse isso tudo ser muito bom e relaxante (é dado como cortesia para todos os clientes), ainda há uma massagem na cabeça com pedras quentes. Tudo é tão bom que até personalidades já aderiram ao salão, como a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, e o estilista italiano Valentino Garavani.

Um forte diferencial dessa marca, principalmente para os homens, é que o espaço é silencioso, sem conversas paralelas (atendem até 4 clientes por vez) e sem barulho de secador, pois a finalização do cabelo é feita em sala isolada para reter os ruídos. Talvez o que mais me surpreendeu foi conhecer, nesse momento de finalização, que a marca tem produtos equivalentes ao gel, pomada e hair spray – experimentei a cera modeladora Pepenero 50g – R$246,92.

E os preços? A marca mesmo assume que a primeira impressão é “isso tudo deve custar muito caro”. Na verdade, os preços estão abaixo do que praticam os salões convencionais equivalentes da cidade – com o fato deles não usarem produtos 100% orgânicos. Curioso eu, quis saber o valor da minha experiência: R$255.

Minha impressão? Muito boa, de verdade. Principalmente porque notei a diferença nos meus fios imediatamente: recuperação da cor original, textura e brilho. E olha que foi apenas uma única utilização!

Fonte: Por Eduardo Vilas Bôas em 07-03-2018 em Estadão

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