Sistemas agroflorestais do Estado de SP passarão por monitoramento

Informações ajudarão no desenvolvimento de políticas públicas para restauração ambiental e implantação de projetos na área

Os parceiros que compõem o Painel Agroflorestal iniciam neste mês a análise dos dados de seis sistemas agroflorestais (SAFs) que integram o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável. Serão considerados os aspectos ecológicos, econômicos e sociais dos projetos em atividade no território paulista.

Ao todo, foram implantados 21 planos, em cerca de 600 hectares. Os SAFs estão situados principalmente em assentamentos rurais espalhados pelo Estado de São Paulo.

O Painel Agroflorestal é um grupo de trabalho instituído pela Secretaria do Meio Ambiente e composto por técnicos e pesquisadores de vários órgãos nacionais e estrangeiros. Participam da iniciativa a Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Embrapa Meio Ambiente, além da Esalq/USP, UFSCar, Unesp, Unicamp, Mutirão Agroflorestal, Ipê e ICRAF, organização internacional especializada em manejo sustentável.

Políticas públicas
O projeto tem o objetivo de apoiar a administração pública estadual no desenvolvimento de estratégias relacionadas ao monitoramento de curto, médio e longo prazo no setor. A ideia é conhecer os benefícios ambientais e transformações da implantação dos sistemas agroflorestais, por exemplo, quanto à ocorrência de doenças e pragas, atração de fauna, produtividade das espécies, práticas inovadoras dos agricultores e aumento na geração de renda, entre outros.

Além das questões de monitoramento, os parceiros acompanham o andamento geral das atividades, com apoio à definição de diretrizes de capacitação para a equipe técnica e lavradores.

Resultados
Mesmo antes dos resultados, já é possível observar que os SAFs atraem fauna e, principalmente, como as iniciativas permitem a redução do uso de agrotóxicos. Isso representa produtos mais saudáveis para o consumidor e mais satisfação dos agricultores, além da menor poluição dos solos e águas.

Todos os projetos terão acompanhamento e os primeiros resultados devem ser divulgados em setembro de 2017. A proposta é continuar a análise dos dados e incorporar informações das transformações em SAFs de quatro a cinco anos de implantação.


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