Restos de poda vão virar adubo orgânico

 

Com foco no meio ambiente e na segurança, dois convênios para desenvolvimento de projetos científicos foram assinados ontem, entre a Companhia Energética do Ceará (Coelce) e a Universidade Estadual do Ceará (Uece).

A parceria vai desenvolver duas pesquisas: uma para transformação dos resíduos de poda de árvores feitas pela Coelce em adubo orgânico e outro para monitoramento de descargas elétricas nas regiões atendidas pela companhia.

Com um investimento de aproximadamente R$ 400 mil, o projeto para aperfeiçoamento do processo de compostagem deve se estender por dois anos.

Segundo o engenheiro agrônomo José Luís Rocha Cavalcante, um dos responsáveis pela pesquisa, a Coelce recolhe diariamente toneladas de material da poda das árvores da Capital. “Esse material é um problema para os aterros sanitários. Pelo grande volume e pelos gases liberados no processo de decomposição”, explica o professor a Uece.

No primeiro ano, os trabalhos vão se concentrar no estudo da transformação do material em adubo orgânico. “O material final pode vir a ser utilizado como ração, adubo ou na criação de minhocas”, enumera algumas aplicações.

Na segunda fase do projeto, os resultados da pesquisa devem ser testados junto a comunidades que possam faz uso dos produtos desenvolvidos.

O outro projeto deve beneficiar, principalmente, comunidades do interior do Estado. “Vai ser feito um mapeamento da áreas com maior incidência de descargas elétricas atmosféricas (queda de raios)”, conta o professor do Departamento de Física da Uece Francisco Geraldo.

De acordo com ele, o resultado da pesquisa será utilizado como base para investimentos futuros de equipamentos para desviar as descargas. “Vai evitar problemas de queda de energia na rede elétrica e que alguém tenha eletrodomésticos queimados”, disse.

“Nossa intenção é evitar a queda na qualidade do serviço que prestamos”, afirma o presidente da Coelce, Cristián Fierro.

Esse não é o primeiro projeto desenvolvido pela Coelce em parceira com centros de pesquisa do Estado. “Os outros projetos desenvolvidos eram mais técnicos e voltados para a energia elétrica. Esse da compostagem é o primeiro trabalhado em outra área”, conta Fierro. Segundo ele, o projeto abre possibilidades de desenvolvimento de outros projetos cujo foco não seja a energia elétrica.

fonte: Diário do Nordeste em 4/8/2005


Leia Mais:



Rede de Agricultura Sustentável
É um serviço de Cristiano Gomes e L&C Soluções Socioambientais

Siga-nos Twiiter rss Facebook Google+