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Assentado fatura R$ 4 mil por mês com a venda de produtos orgânicos: Com a experiência de décadas na lavoura, o agricultor Olair dos Santos afirma que dá para consorciar lavoura e floresta

Incra/RSCom a venda de produtos orgânicos, o agricultor Olair Nunes dos Santos, 51 anos, participa de quatro feiras semanais, obtendo rendimentos de R$ 4 mil mensais. No lote de 12 hectares no projeto de assentamento Itapuí, localizado em Nova Santa Rita (RS), na região metropolitana da capital gaúcha, ele trata a lavoura em 6 hectares, junto com o pomar, todos cultivados no sistema agroflorestal – que alia lavoura com mata.

Com a experiência de décadas na lavoura, o agricultor afirma que dá para consorciar legumes, verduras e frutos. Brócolis com morango e milho e cana de açúcar com a parceria do nabo forrageiro são algumas das apostas que faz e que dão certo. Outra característica é o plantio observando o ciclo lunar: na cheia planta e na minguante elabora as mudas.

Santos comenta que realiza o plantio de 30 tipos de árvores frutíferas e de 20 de legumes e verduras. "Laranja, bergamota, limão, abacate, pera, pêssego, caqui, cereja, amora, framboesa, pitanga, uva, melancia, melão, ameixa, são variedades que planto aqui", diz. Na horta, cultiva beringela, aipim, alface, brócolis, couve, couve-flor, pimentão, tempero verde, moranga, batata-doce, pimenta, além de cana de açúcar, feijão e milho.

Assentado em 1988, ele conta que iniciou na lavoura aos 5 anos ajudando o pai, que também é assentado no PA Itapuí. Natural do município de Redentora, trabalhou na adolescência como meeiro – o que plantava era dividido com o dono da terra. Aos 24 anos, participou de movimento social e foi para Sergipe, onde conheceu a esposa Gorete.

Ao iniciar a atividade na terra como assentado, percebeu que a lavoura convencional não fazia bem. Com a colaboração e incentivo da esposa, Santos começou a adotar o plantio sem agrotóxico em 1991, fazendo uso do sistema agroecológico. Recorda que começou a vender de porta em porta e na faculdade em que a esposa estudava História. Foi o impulso de que precisava para participar da primeira feira.

Atualmente, seus produtos orgânicos estão em duas feiras em Porto Alegre: no edifício do Incra (às quartas) e na Secretaria da Agricultura do Estado (quartas e sábados). Também aos sábados, na cidade de Canoas. Ele e o filho Sandino, 21 anos, se revesam no atendimento aos clientes.

Com a meta de também preservar uma nascente de um riacho que deságua no Rio dos Sinos (rio da região metropolitana de Porto Alegre), pretende criar uma reserva nativa. "Estou plantando e buscando mudas de árvores", assegura. "Construí uma família graças à reforma agrária, o sustento, a vida tranquila, temos onde morar e vivemos bem. Me considero um homem feliz e realizado", resume com simplicidade o agricultor.

Fonte: MDA em 16-10-2010


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