Desafio é garantir a qualidade do biodiesel e a regularidade no fornecimento

O Programa Nacional do Biodiesel está baseado em duas âncoras, que deverão balizar o seu sucesso: a qualidade do produto e a regularidade no seu fornecimento

Essas variáveis, afirmou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência e Tecnologia, Francelino Grando, dependem de esforços privados e do monitoramento do governo federal.

Grando foi o expositor do tema A Política Nacional de Biodiesel, um dos painéis do seminário Biodiesel e o Nordeste, realizado nesta segunda-feira no Recife (PE), uma iniciativa conjunta do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Diário de Pernambuco.

Grando informou que o Programa está envolvendo todas as Universidades federais em 23 estados. Em Pernambuco, participam a Universidade Federal e a Universidade Federal Rural (UFPE e UFRPE).

"O papel do MCT é destacado tanto no aspecto do monitoramento da qualidade quanto do fornecimento", afirmou.

Ele ressaltou que há um firme compromisso do Ministério no sentido de garantir uma seqüência de investimentos para se obter qualidade nos laboratórios e o desenvolvimento dos recursos humanos.

Quanto ao aspecto da produção, Francelino Grando destacou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já abriu linhas de financiamento voltadas para o médio agricultor, dentro do Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Biodiesel.

Financiamento
As linhas de financiamento destinam-se a apoiar investimentos em todas as fases da produção de biodiesel (fase agrícola, produção de óleo bruto, produção de biodiesel, armazenamento, logística e equipamentos para a produção de biodiesel).

Nas fases agrícola e de produção de óleo bruto, podem ser apoiados projetos desvinculados da produção imediata de biodiesel, desde que seja formalmente demonstrada a destinação futura do produto agrícola ou do óleo bruto para a produção do biocombustível.

Essas linhas de crédito também têm como objetivo apoiar a aquisição de máquinas e equipamentos homologados para uso de biodiesel ou de óleo vegetal bruto, e investimentos em beneficiamento de co-produtos e subprodutos do biodiesel.
(Assessoria de Imprensa do MCT)

fonte: JC e-mail 2783, de 07 de Junho de 2005

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