Pupunha orgânica é alternativa ao uso do fogo 

 

O cultivo de mudas de pupunha no município de Alta Floresta (MT), a 800 km da capital, com a utilização de técnicas de plantio orgânico é a nova saída para a diminuição de desmatamentos e queimadas na região. Foi uma iniciativa do Programa de Agricultura Orgânica da Secretaria de Agricultura de Alta Floresta em parceria com o Programa Fogo: Emergência Crônica, que fez a doação de 50 mil sementes pré-geminadas.O Programa de Agricultura Orgânica, iniciado em abril deste ano, com uma reunião de quase 100 pessoas, entre elas, agricultores, proprietários de terra e pequenos lavradores, visa incentivar a utilização das técnicas da agricultura orgânica, sem a utilização do fogo e de produtos químicos nas plantações na região amazônica.Um dos resultados do Programa foi o plantio de sementes de palmito de pupunha orgânica manejado conforme as normas do Instituto de Biodinâmica (IBD), que certifica a qualidade da produção de alimentos orgânicos. O projeto foi elaborado pelo Instituto Holístico de Chapada dos Guimarães (MT) e está sendo executado por duas cooperativas a Mistura Ouro Verde Limitada (Comov) e a de pequenos produtores rurais de Santa Lúcia (Copere). A Comov, que já trabalhava com a industrialização do palmito de pupunha, vai passar a vender seu produto contendo o selo verde do IBD.De acordo com o coordenador do Centro Agroecológico de Alta Floresta, Wander de Freitas Rocha, a pupunha além ser uma espécie nativa da região, é também cultura perene que não precisa da utilização do fogo. Ele explica que isso viabiliza sua produção utilizando somente técnicas que não prejudicam o meio ambiente. "O fogo não pode acontecer sem causar danos ambientais", afirma o coordenador.Agricultores são capacitadosO Programa capacitou e cadastrou 63 agricultores e realizou cursos oferecidos pelo Instituto Holístico sobre os princípios e normas do plantio orgânico. Foram feitas parcerias com a prefeitura, que incluiu o Programa no Plano Pluri Anual do município, e com Organizações não-governamentais como Amigos da Terra, que doou sementes e assinou um contrato com uma empresa para a comercialização e assistência técnica as mudas de pupunha nos municípios inseridos no Projeto Fogo."A parceria com a organização Amigos da Terra contribuiu não só no aspecto financeiro, mas na injeção de ânimo". E nos despertou para o problema do fogo", completa o agrônomo e assessor da Secretaria Municipal de Agricultura, Zacarias Vieira Marques.

fonte: ICV Instituto Centro de Vida 02/11/2001

 


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