2020:Alimentos Orgânicos, Crise Financeira e Outras Previsões


2020: ALIMENTOS ORGÂNICOS, CRISE FINANCEIRA E OUTRAS PREVISÕES]

No texto de hoje traremos algumas perspectivas para 2020. Quem está acostumado com o Inova trazendo previsões para as próximas décadas, talvez até ache engraçado falarmos sobre os próximos dois anos. Mas o estopim para o texto de hoje foi um texto da Fortune, publicado em setembro, sobre uma possível super crise – prevista pela JP Morgan Chase & Co. – para o ano em questão.

Segundo a JP Morgan, após uma década do colapso do maior banco de investimentos no mundo, o Lehman Brothers, que desencadeou uma crise mundial, já podemos observar uma crise financeira se formando no horizonte. De acordo com análises feitas pelo banco, a parte boa é que o impacto deve ser menos doloroso, já que o mundo parece ter se preparado para problemas financeiros.

Não sou economista, logo não posso falar com tanta propriedade sobre o assunto, mas será que, crises deste tamanho em tão pouco tempo, não demonstram que tem algo de errado? Não estou falando de uma economia ou outra, estou falando de algo em escala global. Fica a pergunta no ar e para os especialistas.

Mas vamos voltar ao nosso ano em questão. Segundo a OMS, mais um problema deve atingir o pico em 2020, a depressão. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (divulgados no último dia 10, no Dia Internacional da Saúde Mental), o transtorno tem crescido 18% nos últimos dez anos e deve atingir 300 milhões de pessoas, tornando-se a doença mais incapacitante do mundo. Estima-se que atualmente mais de 120 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo e 850 mil morrem em decorrência do transtorno. No Brasil, são cerca de 17 milhões.

Você já assistiu “Black Mirror”, série do roteirista britânico Charlie Brooker? Talvez você lembre de “Nosedive”, primeiro episódio da terceira temporada, onde as pessoas classificam suas interações em uma escala de cinco estrelas. Uma crítica direta aos sistemas de ranqueamento de aplicativos e redes sociais. Mas teve gente que não viu isso como crítica e quer tornar realidade em 2020. Estamos falando do governo chinês.

Com uma população de 1,4 bilhão de pessoas, a China que se tornar o primeiro país a usar um ranking social para classificar seus cidadãos. A ideia que pessoas com “bom comportamento” tenham vantagens como descontos em taxas, promoções em hotéis e aeroportos, e acesso mais fácil às universidades de elite do país.

O problema não está no ranking, mas nas regras (na verdade o ranking também é um problema, visto que gera uma segregação desnecessária). Mas, por exemplo, bebida alcoólica não é algo visto com “bons olhos” pelo governo, logo, poderia atrapalhar na pontuação de uma pessoa que bebe socialmente. Além disso, o programa de ranking social – anunciado em 2014 e em teste em algumas províncias – será público e poderá ser usado para inúmeros fins, que vão de empréstimos bancários até processos seletivos de empregos.

Mas nem tudo é ruim em 2020. A Dinamarca está focada em dobrar a sua produção de alimentos orgânicos. Atualmente, cerca de 9% dos alimentos dinamarqueses são livres de agrotóxicos. No entanto o governo do país pretende chegar aos 18% até 2020 e, além disso, que 60% dos alimentos destinados para escolas, hospitais e restaurantes comunitários sejam orgânicos.

O projeto de aumentar o consumo de alimentos orgânicos é algo que a Dinamarca busca há 25 anos. Tanto que muitos municípios do país liberaram o uso de terrenos abandonados para hortas comunitárias.

Mas você deve estar falando “ah, mas é a Dinamarca…”. Não é bem assim. Outro país que abraçou a agricultura orgânica como meta para 2020 foi o Butão. O país localizado no sul da Ásia e com 800 mil habitantes, tem como meta permitir apenas a produção de alimentos orgânicos a partir 2020 (uma meta bem mais ousada do que a dinamarquesa). A iniciativa, que proíbe o uso de agrotóxicos químicos, também visa exportar alimentos naturais para China, Índia e outros países vizinhos.

Com crise financeira ou alimentos orgânicos, 2020 já está logo ali à frente. Como será o seu 2020?

Fonte:Inova Social, 2018

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