Uso de grandes máquinas em médias propriedades compromete base do plantio direto, diz pesquisador

Rotação de cultura menor também desencadeia uma série de problemas para a saúde dos solos em todo o Brasil. Falta diversidade para bioativar os campos e garantir sanidade, nutrição e potencial produtivo.

Rafael Fuentes, presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, conversou com o Notícias Agrícolas durante o Congresso Mundial de Ciências do Solo a respeito de uma preocupação que já dura uma década: a confiança exclusiva no plantio direto.

Fuentes destaca que o plantio direto é bom, mas que, sozinho em terras inclinadas, não sustenta sozinho a produção, de forma que práticas mecânicas adicionais precisam ser feitas pelos produtores.

Ele lembra que esse sistema propicia a fertilidade do solo, mas que não segura a erosão. Criou-se também uma cultura de não fazer rotação no Brasil de forma geral, o que, na visão de Fuentes, está gerando uma série de problemas, como a infestação de nematóides.

Para o presidente, o sistema de soja verão e milho safrinha ou algodão no Mato Grosso é empobrecedor de solo em termos de proteção. A solução seria bioativar o solo fazendo uma mescla com outras produções.

Há produtores, como conta Fuentes, que já são referência em nível nacional produzindo neste sistema e obtendo retorno a médio prazo. "Tem que ter visão de futuro", salienta.

Por: Fonte: Notícias Agrícolas por João Batista Olivi e Izadora Pimenta

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