Produtores de palmito conhecem as vantagens do biofertilizante

Produtores conheceram a estação onde o biofertilizante é produzido e como é feita sua aplicação na lavoura


O que era teoria, virou prática na vida do jovem empreendedor rural Jonas Mathias, 22 anos. Com apoio técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento da Prefeitura de Jaraguá do Sul, ele contribuiu para transformar a propriedade de sua família na produção e utilização do biofertilizante no cultivo do palmito.

Jonas lembra como tudo começou, “Estamos um ano praticando o uso do biofertilizante. A ideia foi implantada de um projeto que fiz, durante uma capacitação de Empreendedorismo da Epagri, que fiz há uns três anos. Durante o curso foi apresentada esta teoria, depois disso comentado com o pessoal aqui da Prefeitura de Jaraguá do Sul e aí resolvemos trazer a ideia para cá” relembrou. “Minha família comprou a ideia e começamos a desenvolver projeto. Na época tinha também Banco Mundial financiando projetos do pessoal que fazia o curso e somado a ajuda do meu pai acabamos por tornar a teoria em realidade”, destacou.

O engenheiro agrônomo da Epagri, Onévio Antônio Zabot, responsável pelo Projeto de Recursos Florestais explicou que o Dia de Campo, realizado na última semana, na propriedade dos Mathias, no Rio Cerro I, explicou a relevância do encontro para divulgar essa nova técnica. O encontro contou com aproximadamente 77 produtores de Jaraguá do Sul e Região. “Há uma tecnologia nova que foi desenvolvida que faz o uso do biofertilizante. Na verdade, esse produto trabalha mais na questão do solo, na vida do solo. Não é totalmente um nutriente, mas tem a função da saúde da área de cultivo. E os testes com biofertilizante tem dado excelentes resultados. Aqui na propriedade do senhor Celso Mathias (pai de Jonas) está sendo testado não só produto, mas também a unidade para produzi-lo”, explicou o pesquisador da Epagri.

A propriedade dos Mathias acabou se tornando unidade de referência técnica da Epagri. “Ela começou a funcionar em 2016 e nós estamos fazendo os acompanhamentos. Os números estão sendo levantados e apurados".

Produtores conheceram a estação onde o biofertilizante é produzido e como é feita sua aplicação na lavoura. Segundo Zabot, o fato do material estar sendo usado na cultura de palmito coincidiu com o projeto de Jonas. “Foi uma coincidência. Fez justamente na área das palmeiras, mas nós já temos o emprego (do biofertilizante) na cultura da banana, na parte de hortaliças. Enfim, é um insumo universal no qual você utiliza vários ingredientes principalmente cama de aves (esterco de frango) que fortalece a microvida, ou seja, sofre uma biofermentação.”

Para o engenheiro agrônomo da secretaria de Desenvolvimento Rural, Roberto Nagel, a utilização do biofertilizante é promissor. “O visual das plantações já é outro. O ensaio continua, mas não é só para palmeira. Na verdade, esse produto já é usado para todas as outras culturas”, esclareceu.

Ao lado do filho Jonas, Celso destacou ainda: “A partir do curso dele (Jonas), sempre fomos atrás de formação, da pesquisa para ver se consegue melhorar a lavoura. Começar a entender melhor o solo, para que haja uma harmonia entre a cultura e o solo. E nisto a gente está vendo um resultado bem satisfatório.”

Fonte:Diário da Jaguará em 01-04-2019


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