Oeste tem programa para produção de leite orgânico
03 de Julho de 2008

AGRIBUSINESS

Produzir leite orgânico com certificação internacional e qualidade de primeiro mundo é o objetivo do programa que começou a ser implementado no oeste catarinense pela Coopercentral (Aurora Alimentos), pela Cooperitaipu, pelo Sebrae e pela Udesc.

Leite orgânico detém grande valor agregado porque é produzido sem a utilização de insumos artificiais, da maneira mais natural possível. O programa iniciou em janeiro deste ano no âmbito do Arranjo Produtivo Local (APL) de Leite & Derivados do oeste, organizado pelo Sebrae, e tem abrangência inicial sobre a base territorial da Cooperativa Regional Itaipu, onde 76 famílias foram selecionadas para produzir leite orgânico. A meta do projeto é de superar duas centenas de empreendimentos rurais utilizando as técnicas de produção com certificação.

Para qualificar os produtores ao programa estão sendo cumpridas as fases preparatórias de sensibilização, elaboração de plano individual de atendimento dos requisitos, monitoramento sistêmico com análises de solo, pastagem, leite, animais e dejetos. A instituição que fará a certificação do leite orgânico será a IBD Certificações – Instituto Biodinâmico, de Botucatu (SP).

A implementação do programa exige investimentos da ordem de meio milhão de reais. Os diversos parceiros dividiram responsabilidades na estruturação do programa. O Sebrae presta consultoria tecnológica e aporte de recursos; a Coopercentral custeia reagentes, estagiários e a infra-estrutura de laboratórios; a Cooperitaipu mobiliza os produtores que adotaram a metodologia de produção pelo sistema de pastoreio racional Voisin. A Udesc participa com pesquisadores.

Todos ganham com o programa, observa o diretor de agropecuária da Aurora, Marcos Zordan. As vantagens para o produtor residem no preço superior que consegue pelo leite orgânico, além dos ganhos em saúde, meio ambiente e qualidade de vida do Empreendedor Rural. A indústria terá disponibilidade de produtos diferenciados com a capacitação de seus integrados e seus ganhos reais. Para o consumidor, a vantagem reside na inquestionável garantia de acesso ao produto.

Para ser um produtor de leite orgânico é necessário implantar processo de produção que respeite as normativas, além de controles e monitoramento sistêmico da utilização de insumos, e da adoção de práticas ambientais e sociais que condicionam a certificação. A Coopercentral informou que financiará um programa para o financiamento de resfriadores para todos os produtores de leite para proteger a qualidade do produto.,

http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=143894

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