Prefeitura de SP decide distribuir alimento in natura orgânico na merenda escolar após polêmica da farinata


A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (25) que vai incluir, pela primeira vez, um alimento in natura orgânico na merenda escolar da rede municipal de ensino. A novidade foi divulgada pelo secretário de Educação, Alexandre Schneider, no mesmo dia em que o prefeito João Doria confirmou o recuou na ideia de distribuir a farinata aos estudantes.

De acordo com Schneider, as escolas vão receber bananas plantadas por pequenos agricultores paulistas. “Assinamos agora à tarde os oito contratos da agricultura familiar para distribuição de banana nanica e prata. Convencional e orgânica. São oito cooperativas do Vale do Ribeira. Serão beneficiadas mais de 800 famílias produtoras”, postou na rede social.

Conforme informou o secretário, a distribuição nas escolas já deve começar no dia 6 de novembro. A entrega das frutas nas instituições de ensino ainda vai propiciar a geração de novos empregos, segundo ele. “Estamos gerando cerca de 80 empregos aqui em São Paulo, por intermédio da cooperativa que faz a logística”, explicou.

Até hoje, como afirma Schneider, a Prefeitura de São Paulo só trabalhou com arroz orgânico na merenda. Como o alimento passa por um processamento, não se enquadra como in natura. "Este ano, além do arroz, conseguimos finalmente colocar um produto orgânico in natura, que é a banana. E vamos continuar", prometeu o secretário.

Os números de escolas atendidas e alunos que receberão os produtos inicialmente não foram informados.

Sancionada em 2015 pelo então prefeito Fernando Haddad, a Lei Municipal nº 16.140 prevê a obrigatoriedade de se incluir alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar. A ideia é, gradualmente, transformar a merenda em 100% orgânica.

Também na quarta-feira, o prefeito João Doria confirmou que vai recuar, ao menos momentaneamente, na ideia de distribuir o granulado feito a partir de alimentos próximos do vencimento junto à merenda escolar. “Nós estamos avaliando com cuidado, mas não haverá nenhuma decisão para que a farinata seja distribuída neste momento”, disse.

O prefeito usou a palavra “recuo” para definir a opção da Prefeitura. “Nós recuamos taticamente e também explicitamente para termos total segurança em relação a esse projeto. Então, no momento, ela não será mais distribuída na merenda escolar”, reforçou.

O tucano ressaltou, no entanto, que tem confiança no granulado, até porque, segundo ele, o produto foi indicado pela Cúria Metropolitana e o arcebispo Dom Odilo Scherer. “O produto é bom. Quero mencionar que qualitativamente o produto é bom”, afirmou “Vamos agir com mais cautela do que já normalmente teríamos”, completou.


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