Pantanal busca carne orgânica

O primeiro passo para agregar mais esse valor à carne bovina produzida na região foi dado definitivamente no dia 11 de março, quando esteve em Cuiabá o presidente da ABPCO, Homero Figliolini, proferindo palestra sobre manejo sustentável da produção pecuária no pantanal, dentro da programação do Encontro Internacional dos Negócios da Agropecuária – Enipec, no Centro de Eventos Pantanal de de 9 a 12 de março deste ano.

Na ocasião, cerca de 30 representantes de criadores de gado no pantanal aproveitaram a oportunidade para se reunir paralelamente com Figliolini e discutir a implantação da pecuária orgânica no pantanal, cujo desenvolvimento estaria esbarrando na exigência da rastreabilidade do rebanho, que na região é prejudicada em função do gado estar em contato constante com animais silvestres que vivem na vasta planície pantaneira. Segundo Dorileo, na ocasião ficou claro que existem várias metodologias de sistema de criação do boi orgânico, razão pela qual ele estará nos dias 12, 13 e 14 de março, na sede da ABPCO, na capital do Mato Grosso do Sul para aprender mais sobre o assunto.

Como resultado do encontro, foi criado na ocasião o Núcleo da ABPCO no Mato Grosso, cujo presidente provisoriamente eleito foi o próprio Dorileo, que tão logo regresse de Campo Grande estará buscando definir uma data para a eleição que irá eleger a diretoria definitiva da entidade no Estado.

Diminuir custos e agregar valores à carne

Segundo Carlos Dorileo, a pecuária de corte prova a cada dia que é, de fato, uma atividade cada vez mais profissional, exigindo dos produtores alternativas para diminuir custos e agregar valor à carne. Os especialistas garantem que, se bem aplicado o manejo, o boi orgânico pode agregar até 60% de valor à carne. Isso tudo com redução de até 5% no custo de produção.

“Nos últimos anos, surgiram diversos programas para melhorar a qualidade da pecuária no Brasil, como o Novilho Precoce, Nelore Natural, Vitelo Pantaneiro e o Boi Orgânico. Especificamente em MT, o Boi Orgânico tem cada vez mais adeptos, por se encaixar perfeitamente ao perfil do pantanal. São necessários poucos ajustes e não há aumento dos custos dos produtores”, garantiu o presidente da ABPCO, Homero Figliolini.

fonte: Folha do Estado em 1/4-08:5

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