Produtores de Maria da Fé, no Sul de Minas, apostam no retorno do negócio

Agricultura orgânica ganha força

 

Fonte:Diario do Comercio - Em 02/02/2006

Flávia Gianini
O Crescimento do mercado de alimentos orgânicos impulsionou o incremento da atividade do município de Maria da Fé, região do Sul de Minas. A expectativas dos 23 agricultores que participam da Associação de Produtores de Agricultura Natural de Maria Fé (Apan-Fé) é expandir este ano a produção semanal de 1,8 toneladas de orgânicos para 3,7, chegando a 5 toneladas em 2007.

A projeção é possível já que segundo a Apex, o mercado de orgânicos cresce cerca de 30% ao ano O grupo produz hortifrutigranjeiros, mais concentrado na horticultura. Da produção atual, 1,7 toneladas é comercializada em São Paulo, maior mercado de consumidores de alimentos orgânicos do país. Para concretizar as metas estabelecidas a área plantada será aumentada em 11%, passando dos atuais 43,31% de espaço cultivado do município para 54,14% ainda este ano.

Cerca de 90% da produção é comprada por atacadistas, principalmente de São Paulo, além de empresas que embalam, selam com a própria marca e redistribuem para o varejo, como Horta Arte de São Roque, e a Veio da Terra, de Pouso Alegre. De acordo com a Agência de Promoção e Exportação (Apex) só em vendas externas o Brail movimentou US$ 100 milhões em 2004.

Como estratégia para expandir seu mercado entre a população e divulgar o produto orgânico, driblando os problemas de distribuição e garantindo a comercialização, a Apan-Fé oferece de casa em casa na região uma cesta variada de produtos orgânicos. Depois de testados e aprovados os consumidores escolhem os produtos que querem receber semanalmente em seus domicílios, de acordo com a safra.

Falta de informação – O Serviço Nacional de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG) está capacitando gerencialmente os produtores em questões como fluxo de caixa, associativismo e gerenciamento da produção. A Prefeitura de Maria da Fé, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), está oferecendo aos produtores locais curso sobre produção orgânica.

De acordo com coordenador estadual do setor de orgânicos do Sebrae-MG, Claúdio Wagner de Castro, a população tem pouco informação sobre o alimento orgânico, desconhecendo as questões que a produção abrange, como responsabilidade social, preservação ambiental e qualidade. "Estamos colocando a entidade em contato com o mercado através de feiras regionais e nacionais do segmento para avaliar as pendências do mercado" completou.

Para atestar a qulidade do produto final todos os produtores filiados à entidades são certificados pelo o Instituto de Biodinâmica. Mas segundo Castro, o desenvolvimento da cultura sofre por falta de elos que completam a cadeia produtiva.

Existe uma brecha no mercado para indústria produtoras de insumos para segmento de orgânico. Desde embalagens especiais para os produtos até compostagem natural". Os produtores de Maria da fé se organizam em multirões para fazerem a compostagem do adubo. A ação além de proporcionar a redução de custos, também favorece a cooperação dos produtores envolvidos.

Fonte: Sebrae Minas Gerais (www.sebraeminas.com.br)


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