Semente de milho orgânico garante produtividade e economia, afirmam agricultores


Agricultores de Avaré (SP) e região afirmam que o uso da semente de milho “AL Avaré”, desenvolvida pelo Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) após 10 anos de testes, proporciona economia e produtividade.

Georges Proffit, por exemplo, é um dos agricultores cooperados que são credenciados e habilitados no sistema orgânico para fazerem a multiplicação da variedade. Ele afirma que a vantagem de plantar o milho AL Avaré é pelo fato da semente ser mais convencional.

“É uma variedade de milho bem mais rústica. Ela não tem mudança genética. Então, é convencional. Eu gosto dessa variedade pelo fato da robustez. Ela não dá muita doença e adapta ao solo com maior facilidade. Os híbridos exigem um cuidado maior, como controle de fungicida, e ela é totalmente diferente”, afirma.

De acordo com o diretor regional do Departamento de Sementes Cazintini, Gérson Cazintini, AL Avaré é um grão de milho com cor mais amarelada que o normal, de fácil cultivo e que rende mais quando o assunto é área plantada.

“A semente foi batida de AL Avaré por ter sido criada em uma fazenda da cidade e como forma de homenagem para Avaré. Os funcionários testaram em 10 anos várias linhagens de milho até chegarem em uma espiga com tom mais forte de amarelo. O milho não é hibrido e, sim, convencional. Ele se adapta muito bem na região”, afirma.

Segundo Gérson, a vantagem para o produtor é o custo benefício. Um saco de 20 quilos de uma semente comum, por exemplo, custa em média R$ 600. A mesma quantidade dessa nova semente sai por R$ 90. Além do baixo custo, rende mais que a média nacional de produção que gira em torno de quatro toneladas por hectare”, afima.

Ainda de acordo com o diretor regional, a produtividade da semente “AL Avaré” pode chegar a 10 toneladas. “A produção estimada é de 8 mil quilos por hectare. Tivemos em Manduri um campo que teve a produção de 10.630 quilos por hectare. O material tem teto produtivo, podendo ser utilizado pelos principais produtores do estado de São Paulo. É um material barato e rústico”, afirma.

Semente de milho foi desenvolvida em 10 anos, afirma Cati (Foto: Reprodução/TV TEM)

Segundo a Cati de Avaré, depois de colhidas na fazenda, as sementes são destinadas às unidades do Departamento de Sementes, onde passam por processos de seleção até ficarem uniformes e liberadas para serem vendidas. “É uma semente que você tem que adequar ao nível tecnológico que o produtor vai usar. Quem vai fazer um alto investimento, esse deve usar o hibrido. Aquele produtor que não vai fazer um investimento tão alto, a terra não está tão corrigida tanto para o verão quanto para safrinha, deve usar essa semente”, ressalta Gérson.

Fonte:  G1 Itapetininga e Região em 08-04-2017


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