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12/08/2009 - 09:00
Produtores de orgânicos do Ceará conquistam novos mercadosUm grupo da região da Chapada da Ibiapaba vai vender frutas, legumes e verduras orgânicos para a rede Wal Mart; Sebrae/CE apóia produtores desde 2006
Giovana Perfeito
DivulgaçãoDivulgação
O produtos de Ibiapaba têm mercados potenciais também em Pernambuco e na Bahia
Brasília - Alimentos orgânicos de pequenos produtores da região da Ibiapaba, que reúne nove municípios do Ceará, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, em breve estarão na mesa de consumidores da capital do Estado. A conquista mais recente dos produtores foi o fechamento de contrato de venda de frutas, legumes e verduras orgânicos para o grupo Wal Mart.“A idéia é colocar esses produtos orgânicos em três lojas da rede em Fortaleza e, dependendo da capacidade produtiva, há interesse em expandir o pedido para lojas do grupo em Recife e Salvador”, conta o gestor do projeto Orgânicos da Ibiapaba e Região Norte do Ceará, Sílvio Barboza. Segundo ele, ficou acertado que a rede vai comprar, nos primeiros três meses, os produtos que o grupo fornecer. Somente a partir de 2010, o mercado irá especificar com mais exatidão o volume dos pedidos.
“Nesses primeiros meses, o Wal Mart vai testar o mercado e verificar os produtos que têm mais saída. Depois dessa fase a rede terá como fazer um pedido mais completo”, diz Sílvio. Ele ressalta também que o sucesso desse contato veio da parceria do escritório regional do Sebrae/CE na Chapada da Ibiapaba com a Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae/CE em Fortaleza.
O grupo da Ibiapaba é composto de 120 produtores reunidos em cooperativas e associações. Eles recebem apoio do projeto desenvolvido desde 2006 pelo Sebrae/CE e parceiros como o Banco do Nordeste e o Governo do Estado. São produzidas cerca de 25 variedades de alimentos orgânicos, como tomate, alface, batata, cenoura, banana.
De acordo com Sílvio, esses produtores já conseguem escoar toda a produção deles. “A demanda ainda é maior que a oferta”, conta. Segundo ele, alguns produtores escoam a produção para o varejo, outros para famílias de dentro da mesma comunidade onde os alimentos são produzidos. O Pão de Açúcar é também um grande comprador desses produtos. Há também um grupo que vende acerola orgânica para uma empresa da região que faz suplemento alimentar com o pó da acerola.
Mercado
O produtor Antônio Maria de Oliveira conta que produz batata doce orgânica, e quando recebe pedido de clientes, seu grupo se organiza e programa a produção para atender ao mercado. Ele diz que agora vai entrar na fase de produção de pimenta dedo de moça e biquinho. “A prioridade no início do projeto do Sebrae/CE foi a certificação dos produtores para ter o reconhecimento do mercado de que nossos produtos são orgânicos. Agora, estamos batalhando a venda desses produtos”, conta.
“O mercado procura e tem nível de exigência alto com relação à aparência e qualidade do produto. Mas acredito que estamos tendo resultado satisfatório e conseguimos diversificar mercados. Há dois anos, a gente tinha apenas um cliente. Agora já temos mais mercados interessados. A venda para o Wal-Mart é prova disso”, diz Antônio Maria.
Segundo ele, o grupo também está trabalhando para montar um circuito local de distribuição dos produtos. A idéia é repassar para feiras e pontos de varejo locais, distribuição via cestas por assinatura e mercadinhos. “Além de diversificar mercados, faz parte do princípio do orgânico trabalhar com menos gasto para o meio ambiente. Então é importante atendermos o mercado local. Assim não é necessário tanto gasto com transporte do alimento”, explica.
Serviço:
Escritório do Sebrae/CE na Chapada da Ibiapaba (CE) – (88) 3671-1699
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 / 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ECOLOGIA
Trabalho humano e meio ambienteEdgard Patrício
11 Ago 2007 - 17h17minA+ A- Mudar tamanho
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Na pequena propriedade, seu Aroldo iniciou esse ano um sistema agroflorestal (SAF), introduzindo espécies agrícolas e de recuperação de solo, consorciadas com espécies nativas já existentes. (...) Tudo começou (...) com um plantio consorciado denso no meio de uma área com plantio de mudas. A idéia era provar que se pode recuperar uma área de mata ciliar, garantindo a produção de espécies como feijão, milho, mamona, girassol, gergelim e plantas que vão fazer o trabalho de recuperação do solo, como feijão guandu e a mucunâ, e também de plantas nativas. A experiência vem dando certo. Seu Aroldo sentiu a primeira diferença ao ver como os efeitos da estiagem do começo do ano foram menores no seu sistema agroflorestal do que nas áreas de alguns vizinhos. De acordo com ele, os vizinhos plantaram na mesma época, mas não conseguiram obter sucesso, porque as plantas não resistiram à falta de chuva. Por estar protegido pela biodiversidade, o sistema agroflorestal fica mais resistente às intempéries da região.
"Minha mãe ia capinar e como não tinha com quem me deixar, ela me levava. Armava uma rede na roça e me botava lá, deitadinha. Aí eu ficava lá e ela ia capinando...", relembra dona Terezinha os seus primeiros contatos com a terra. (...) Hoje, cuida da herança familiar - um sítio com cerca de 90 hectares - dedicando-se ao hectare que elegeu para implantar o sistema agroflorestal. Iniciada em novembro de 2005. (...) "Eu me sinto na obrigação de resgatar e preservar a natureza. Reconstruir aquilo que eu ajudei a destruir, sem consciência, junto com meu pai", diz, explicando porque optou pelo manejo agroflorestal. (...) O trabalho com agrofloresta causou e ainda causa estranheza entre a vizinhança, acostumada com as queimadas e desmatamentos para a prática da agricultura. Dona Terezinha fala, com um sorriso nos lábios, sobre a reação dos vizinhos. "Tem uns que perguntam se eu estou doida, porque no lugar de eu tá plantando só o milho e o feijão, eu fico plantando pé de pau. Ficam perguntando pra que eu quero".
Prosas e causos como esses, colhidos por Klycia Fontenele, estão na revista Agrofloresta, editada pela Fundação Cepema, relatos de experiências de agricultores e agricultoras em agroecologia no Ceará. (85) 3223 8005, cepema@attglobal.net ou www.fundacaocepema.org.br
Emprego ambiental
Associação Caatinga abre vaga para gerente de programas em Fortaleza. Entre as atribuições, coordenação de programas, apoio aos coordenadores de projetos, identificação de novas oportunidades e gestão dos projetos. Enviar currículo com pretensão salarial até 31 de agosto. caatinga@acaatinga.org.brNão à carcinicultura
A Justiça Federal mandou suspender a emissão de licenças ambientais para fazendas de criação de camarão no litoral baiano para os empreendimentos que não têm estudo de impacto ambiental. Ainda determinou que novos projetos de carcinicultura em funcionamento sem o aval do Ibama também sejam paralisados provisoriamente.
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