RS já pode massificar a agroecologia

 

A agroecologia no RS já está desenvolvida a ponto de deixar de ser uma prática restrita a um pequeno número de agricultores. 'Já temos maturidade suficiente para caminhar para a massificação', disse o agrônomo Laércio Meirelles, durante audiência pública sobre o tema, realizada ontem na Câmara Municipal de Pelotas. Segundo Meirelles, esta maturidade corresponde às experiências e conhecimentos acumulados sobre as técnicas ecológicas de cultivo e sobre as formas de os agricultores se organizarem, já que a organização, através de associações e cooperativas, é um dos principais fatores para que os produtores familiares mudem sua maneira de trabalhar.

A audiência na Câmara fez parte do 'mutirão de diálogo na sociedade', uma das atividades do Encontro da Agricultura Ecológica, que se encerra hoje em Pelotas. Ao todo, o 'mutirão de diálogo com a sociedade' envolveu mais de 90 participantes do encontro, que durante toda a tarde se espalharam por mais de 30 pontos diferentes da cidade, entre escolas, Embrapa, universidades, associações e comunidades rurais. 'Foi a forma que encontramos de os agricultores mostrarem seu trabalho', disse Rita Surita, coordenadora do Capa (Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor) e integrante da comissão organizadora do encontro.

A comercialização solidária também foi debatida ontem no evento. Se no varejo convencional as negociações entre quem produz e quem comercializa estão cada vez mais difíceis, no chamado comércio solidário produtores e consumidores estão construindo, juntos, uma relação de confiança. Irineu Landskrem, da cooperativa Ecovale, do Vale do Rio Pardo, disse que, nessa relação, buscam-se benefícios para os dois lados: preços e trabalho melhor para o agricultor, que não precisa se expor aos venenos, e produto de melhor qualidade a preços acessíveis para o consumidor.

Correio do Povo
Porto Alegre - RS - Brasil

 


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