Brasil oferece financiamento à Nicarágua para etanol e biodiesel

EFE

Manágua, 12 mai (EFE).- O governo brasileiro ofereceu financiamento à Nicarágua com o objetivo de criar indústrias que produzam etanol e biodiesel para enfrentar as altas nos preços do petróleo, informou nesta quinta-feira o prefeito de Manágua, Dionisio Marenco.

Em declarações à imprensa local, Marenco disse que a oferta foi feita pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma viagem entre o dia 1º e 10 de maio à Nicarágua e à Venezuela, onde também conversou com seu homólogo Hugo Chávez.

"O presidente Lula me disse que existe a vontade e que há um crédito aberto para criar indústrias de gasolina, de álcool e de biodiesel, sendo preciso apenas encontrar empresários locais que queiram investir nesses projetos", disse Marenco, sem especificar a quantia necessária para isso.

O prefeito de Manágua lembrou que a Nicarágua é um país que produz muita cana de açúcar, o que abre a possibilidade de produzir álcool com combustível "que custa a metade dos atuais preços da gasolina".

Ele explicou ainda que o projeto "não seria para amanhã", mas que seria o início de uma solução para que o país não dependa tanto do petróleo - atualmente, 80% da energia e dos combustíveis na Nicarágua depende deste produto.

Quanto ao biodiesel, Marenco disse que Lula ofereceu ajuda para iniciar um programa de produção de biodiesel obtido das sementes de girassol, soja e algodão.

"Isto seria uma grande revolução na Nicarágua, pois desenvolveríamos a agricultura nicaragüense em função da substituição do petróleo", disse o prefeito.

Ele disse ainda que seria preciso fazer adaptações aos motores dos táxis para que não tenham problemas para funcionar com etanol ou biodiesel.

Marenco disse ainda que conversou com Chávez sobre os problemas que o país tem devido às altas do petróleo, e que o governante venezuelano respondeu que está disposto a ajudar um país pobre como a Nicarágua, mas que o acordo tem que ser feito com o Estado, não com uma prefeitura.

"Se eu fosse o governo, viajaria à Venezuela e pediria para pagar 30 dólares pelo petróleo, com a diferença financiada a 20 anos. É possível fazer muitos acordos e várias trocas, mas tudo depende do governo", acrescentou.

Marenco disse que na próxima semana viajará novamente ao Brasil e à Venezuela para assinar convênios de ajuda para a capital nicaragüense. EFE bg rgf/dp

Qui, 12 Mai - 20h51

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