Projeto Mamona do Ceará

O Projeto Mamona do Ceará, da Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri), já contabiliza no Estado o plantio de 17.560 hectares de mamona em 2005, que vem a ser somada a uma área de 9.278 hectares plantados em 2004. Para este ano, a previsão de colheita na soma das duas áreas é de 26.838 toneladas nos 26.838 hectares.

A produção de mamona deverá gerar este ano 11.540 toneladas de óleo, que depois do processo de transterificação serão transformadas em 11.540 toneladas de biodiesel. O efeito na parte agrícola é de 8.946 empregos gerados. A iniciativa do Ceará até meados de março envolveu a distribuição de 42,8 toneladas de sementes de mamona pelo Estado e 45 toneladas pela Brasil EcoDiesel.

Para processar este óleo, o Programa Biodiesel do Ceará registra a existência de cinco usinas. Uma delas já está em funcionamento, a piloto de Quixeramobim; outra está em construção, a do Nutec-Tecbio. Mais duas estão em fase de licitação – as de Tauá e de Piquet Carneiro. Está em elaboração o projeto da usina da Petrobras em Quixadá. As cinco usinas terão a capacidade de produção de 16 mil toneladas por ano (2 mil litros por hora ou 48 mil litros por dia).

A capacidade de produção com as cinco unidades instaladas aproxima o Estado da auto-suficiência para atender à exigência de adição de 2% de biodiesel ao diesel consumido no Estado, de 520 mil toneladas por ano. A área plantada para suprir a necessidade projetada para o consumo cearense, de modo a atender ao acréscimo dos 2%, deverá ser de 24.200 hectares de mamona. Há perspectiva de atendimento à demanda e possibilidade de exportação.

A usina piloto de Quixeramobim possui capacidade de produção de 50 litros por hora de biodiesel. A usina de Tauá, bancada pelo Dnocs e a de Piquet Carneiro, fruto de emenda do deputado Ariosto Holanda, cada uma tem capacidade para produzir 100 litros por hora. De acordo com as previsões de Fernando Nunes, presidente do Nutec, e do diretor de TecBio, Expedito Parente, a usina que ambos estão implantando em Fortaleza entrará em produção em setembro, com capacidade de produção de 500 litros por hora ou 12 mil por dia. A usina da Petrobras em Quixadá, ainda em fase de projeto, terá capacidade de 1.250 litros por hora (30 mil por dia). A ampliação do cultivo de mamona integra a política do governo federal para inclusão social no sertão.

fonte: Diario do noredeste


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