Governo mobiliza o Paraná para produção de orgânicos

 


O governo do Paraná só aguarda o aval do governo federal para implantar em 2005 o projeto Orgânicos do Paraná, um programa já apresentado à Agência de Promoção das Exportações do Brasil (Apex) e que vai ampliar a produção de alimentos livres de agrotóxicos no Estado. O Paraná é um dos Estados com maior potencial para a produção e exportação de alimentos orgânicos e, por determinação do governador Roberto Requião, busca prioridade para o setor.

O programa envolve a secretaria da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Fiep, Sebrae, empresas e entidades de classe. Prevê, entre outras ações, a realização de seminários e workshops voltados à melhoria e ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologia especial para a produção orgânica. Visa ainda a prospecção de novos nichos de mercado, além da capacitação em gestão empresarial, comercialização, negociações internacionais e logística.

O programa está orçado em cerca de R$ 10 milhões. A Apex entraria com R$ 6 milhões, a contrapartida das entidades parceiras seria de R$ 2,3 mihões e a participação das empresas envolvidas de R$ 1,8 milhão. Como entidade proponente e executora do programa foi escolhido o Instituto Paraná Desenvolvimento (IPD). Uma análise do quadro do setor orgânico paranaense já foi realizada pela Fiep, enquanto ao governo do Estado cabe a participação na execução do programa.

Profissionalizar:

Para o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Luis Mussi, o programa vai profissionalizar a agricultura familiar, responsável pela maior parcela de produtores orgânicos no Paraná. "É uma ação para melhorar a performance, a rentabilidade e a produtividade das culturas", explica. Um roteiro informatizado voltado à exportação, acrescenta Mussi, será implantado. A finalidade é orientar o produtor para que possa exportar bem.

Exterior:

Pensando no mercado internacional, está a identificação de países importadores, canais de distribuição, perfil da concorrência, além do estabelecimento de estratégias competitivas e de legislação local, incentivos de importação, barreiras tarifárias e não-tarifárias.

Através de uma articulação institucional, alianças estratégicas serão criadas, bem como a promoção em congressos, feiras e rodadas de negócios visando a apresentação de ofertas e demandas das empresas com importadores, no Brasil e no exterior.

fonte: Jornal paraná Online em 14/12/04

 


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