Empresa lança hambúrguer orgânico de costela sem sal nem conservantes



A Korin Agropecuária começará a vender nos próximos meses hambúrgueres orgânicos nas versões costela e carne bovina. Os produtos foram apresentados na Apas Show, feira do setor de supermercados.

De acordo com Luiz Carlos Demattê Filho, diretor industrial da Korin, o produto é feito com carne bovina orgânica proveniente de novilhos que se alimentam de pastagens nativas do Pantanal do Mato Grosso do Sul. Nos dois últimos meses de vida, eles são alimentados com ração orgânica. 

"O bovino tem diferentes tipos de carne. Há carnes mais nobres e aquelas com fibras mais duras como o acém. O objetivo de fazer hambúrguer é utilizar todos esses cortes", disse.

O hambúrguer orgânico terá 170g por unidade e virá sem tempero e sal. Os condimentos devem ser adicionados na hora do preparo. Segundo a empresa, o produto não possui conservantes, por isso, o prazo de validade é curto, de quatro meses.

A empresa diz que os hambúrgueres orgânicos de carne bovina e costela devem chegar aos mercados em dois ou três meses. O preço ainda não foi definido.

Charque também é opção de produtos orgânicos

A empresa também começará a vender em breve o charque orgânico, produto similar à carne seca, porém, mais salgado e com mais tempo de preparo.

Segundo a empresa, é o primeiro charque orgânico produzido no Brasil. Ele tem cortes dianteiros de novilhos orgânicos e não há aditivos químicos.

O produto será apresentado em embalagens a vácuo de 400 g. O preço também não foi revelado.

Empresa terá patê de fígado de frango

Outro lançamento da Korin é o patê de fígado de frango sustentável. O produto é feito de frangos orgânicos ou sem antibióticos (usados para estimular o crescimento da ave).

Demattê Filho afirma que a empresa também decidiu fazer o produto para aproveitar partes da ave que não tinham muita comercialização.

"O fígado é tido como sobra. Não são muitas pessoas no Brasil que têm costume de consumi-lo. Existe uma oferta enorme, mas não há um hábito de fazer pratos específicos com fígado e moela. Vendíamos o fígado, mas ele não agregava valor. Então, a Korin optou por destinar parte do fígado para a produção do patê."

O processo de produção de um patê de frango não é igual ao do foie gras (patê de fígado de pato ou de ganso). Grande parte da produção do foie gras envolve alimentação forçada para que o fígado aumente de tamanho e acumule gordura. O professor da Unesp de Botucatu (SP) Roberto Roça afirma que o frango não aguentaria esse processo, portanto, utiliza-se o fígado comum.

O produto também deve chegar aos mercados nos próximos meses. O preço ainda não foi revelado.

Fonte: Uol Economia em 01-06-2017


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