Mais de 40% dos gaúchos aderiram aos alimentos orgânicos em um ano

Uma pesquisa apontou que, no último ano, cerca de 40% dos gaúchos mudaram seus hábitos e passaram a incluir alimentos orgânicos em suas compras. Na mesma pesquisa, mais de 75% dos respondentes se consideram consumidores frequentes de alimentos orgânicos.

Os dados pertencem ao levantamento do projeto projeto Barômetro dos Orgânicos, coordenado pelos professores Marlon Dalmoro, do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais Sustentáveis da Univates, e Wagner Junior Ladeira, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Segundo Dalmoro, o que chama a atenção na pesquisa é que o consumo de alimentos orgânicos - considerados mais saudáveis - está disseminado entre a população do Estado. "O alimento orgânico se diferencia dos convencionais principalmente por não utilizar agrotóxicos ou fertilizantes sintéticos no seu cultivo, assim como o seu método de produção levar em conta aspectos de sustentabilidade e preocupação socioambiental", afirma Dalmoro.

A associação dos alimentos orgânicos como saudáveis e naturais também aparece quando os consumidores foram questionados acerca das características identificadas nesses alimentos. Os orgânicos também são vistos como alimentos livres de agrotóxicos, transgenia, aditivos e pesticidas químicos, assim como são produzidos respeitando o meio ambiente. "Os resultados deste estudo indicam que à medida que os consumidores tiveram mais informação e acesso aos alimentos orgânicos, passaram a ter mais clareza sobre o que eles são", aponta.

Vegetais, hortaliças e frutas ainda são os produtos orgânicos mais consumidos pelos participantes da pesquisa. Para Dalmoro, chama a atenção ainda a pouca participação de produtos industrializados a partir de insumos oriundos da agricultura orgânica. A explicação seria porque "o setor de hortifrúti é aquele que possui mercado mais desenvolvido, com número maior de fornecedores, canais de distribuição consolidados, como, por exemplo, as feiras livres de agricultura orgânica que ocorrem em várias cidades”, analisa Dalmoro. Dessa forma, por serem mais acessíveis aos consumidores, os hortifrútis estão mais presentes na mente dos consumidores e nos seus hábitos de consumo.

O projeto identificou ainda que os consumidores buscam os alimentos orgânicos como resposta ao desejo individual de melhoria da qualidade de vida e longevidade sua ou de seus familiares (especialmente filhos). “Verificamos que na medida em que as pessoas se tornam mais conscientes do papel da alimentação na busca por uma vida mais saudável, elas visualizam nos alimentos orgânicos uma alternativa interessante e cada vez mais acessível, explicando o crescimento constante do seu consumo”. A pesquisa contou com a participação de 2.732 consumidores de 80 municípios do RS.

Fonte:Jornal do Comércio em 23-03-2017


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